Creche a meter água obriga a evacuação de crianças em Palmela (actualizada)

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Centro Social de Palmela tem água a entrar nas instalações e pediu aos pais, esta manhã, para levarem as crianças para casa. Instituição tem berçário, creche e jardim-de-infância num total superior a 60 crianças

 

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O Centro Social de Palmela, uma Instituição Particular de Solidariedade Social(IPSS) com 44 anos de existência, ficou esta manhã de sexta-feira (09) com as instalações, no centro da vila, inundadas de água, tendo de evacuar as cerca de 60 crianças que frequentam as diversas valências.

O centro encerrou três salas de pré-escolar, tendo uma a quarta sala a funcionar, assim como a creche e os restantes serviços, segundo esclareceu a Câmara Municipal de Palmela já esta tarde.

Com a tempestade que se faz sentir, as instalações começaram a meter água e as educadoras ligaram aos país para irem recolher as crianças, por falta de condições de segurança e conforto.

A situação foi relatada ao DIÁRIO DA REGIÃO por um dos pais, que não quer ser identificado.

Segundo esta mesma fonte, a Protecção Civil Municipal de Palmela foi chamada ao local, para averiguar as condições das instalações.

A Câmara Municipal de Palmela confirmou entretanto ao DIÁRIO DA REGIÃO que o serviço municipal de Protecção Civil esteve no local, acompanhado dos Bombeiros Voluntários de Palmela, e que concluiu que não tinha sido feita a necessária limpeza aos algerozes, o que terá contribuído para a infiltração da água no interior das instalações.

“Um algeroz entupido levou à acumulação de água no terraço, água essa que se infiltrou, depois, e começou a escorrer pelas paredes interiores de algumas salas do edifício.O desentupimento do algeroz permitiu o escoamento dessa água e resolveu, de imediato, a situação, mas por precaução e para permitir a secagem das paredes, o Centro Social de Palmela encerrou três salas de pré-escolar, tendo solicitado às famílias que recolhessem as crianças. Mantêm-se em funcionamento a quarta sala de pré-escolar, a creche e restantes serviços do Centro.”, informou a autarquia em resposta enviada esta tarde ao DIÁRIO DA REGIÃO.

“Foi, também, sinalizado o entupimento de um sumidouro, que criou algum empoçamento no pátio, tendo o Município dado indicações aos serviços responsáveis para proceder à limpeza do sumidouro”, acrescenta a mesma nota.

A Protecção Civil não viu necessidade de interditar o uso das instalações ou de recomendar o encerramento do centro.

Ao que o DIÁRIO DA REGIÃO apurou, o Centro Social de Palmela está a atravessar graves dificuldades financeiras e de tesouraria, com salários em atraso a funcionários.

Para a próxima terça-feira (13) está marcada uma assembleia geral extraordinária da instituição em que a ordem de trabalhos é, precisamente “informação e definição sobre a situação financeira e de tesouraria” e “disponibilidade para integrar órgãos sociais”, lê-se na convocatória assinada pelo presidente da mesa da Assembleia Geral, Elísio Barros.

O presidente da Câmara Municipal de Palmela disse ao DIÁRIO DA REGIÃO que a autarquia “está preocupada” com a situação da IPSS, e que tem ajudado a resolver problemas.

“Em Julho atribuímos um apoio financeiro, de 10 mil euros, para obras urgentes na cobertura, orçadas em 12 mil euros”, disse Álvaro Amaro, acrescentando que o Centro Social de Palmela precisa de “apoio de emergência por parte da segurança Social”.

O autarca informa que a Câmara Municipal elaborou uma candidatura ao pacto da Área Metropolitana de Lisboa, para reabilitação das instalações do centro, em que o município assume o financiamento de metade dos 50% não comparticipados por fundos comunitários do custo das obras.

Álvaro Amaro defende, no entanto, que a situação deste género de instituições exige medidas de fundo, como, designadamente um programa de apoio idêntico ao PARES, que foi criado a área da terceira idade.

O DIÁRIO DA REGIÃO contactou o Centro Social de Palmela mas até agora não obteve resposta.

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