Utentes do Montijo vão ao parlamento reclamar melhores condições para atravessar o Tejo

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A Comissão de Utentes do Cais do Seixalinho vai amanhã, 8, ser recebida no parlamento, onde vai reclamar respostas urgentes para acabar com as más condições de travessia do Tejo na ligação entre o Montijo e Lisboa.

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“Esta situação teve agravamento nas últimas duas a três semanas, com a empresa a ter graves problemas para garantir as ligações que estão acordadas nos horários estabelecidos”, disse à Lusa Miguel Dias, da Comissão.

De acordo com Miguel Dias, esta semana o Montijo está a ser servido por um catamarã, que normalmente são as embarcações que fazem o serviço, e pelo cacilheiro S. Jorge, “que não faz habitualmente este serviço e que demora 45 minutos a fazer o trajecto que normalmente demora 30 minutos”.

“Hoje o S. Jorge nem fez o serviço, porque teve de socorrer [o trajecto de] Cacilhas, que estava com um barco avariado, o que fez com que que um serviço que normalmente deveria acontecer de meia em meia hora fosse feito de hora a hora”, contou.

Por isso, um grupo de utentes concentrou-se à frente da Transtejo e foram recebidos pela administração.

As comissões do Seixal e do Montijo e utentes a título individual já apresentaram várias reclamações a várias entidades, mas “o problema é sempre a questão das verbas para a compra de navios”, salientou.

“Os utentes precisam de respostas urgentes e já. Hipoteticamente pode passar pelo aluguer de embarcações para cumprir o serviço acordado. Isso já aconteceu no passado e é um processo que, neste momento, me parece a hipótese mais indicada”, disse.

Na sequência de um abaixo-assinado com mais de quatro mil assinaturas, entregue por comissões de utentes no parlamento, as comissões do Seixal e do Montijo vão ser recebidas na quinta-feira à tarde na Assembleia da República.

“Há mais de um ano que andamos com esta luta ciclicamente. Também demos o benefício da dúvida a esta administração, porque esta administração começou há cerca de um ano. Nós compreendemos que há um problema de orçamentação da empresa, mas a tutela também tem de ser chamada à responsabilidade neste aspecto. Não pode ser só a administração da Transtejo”, considerou.

Posteriormente, de acordo com Miguel Dias, vão reunir-se também com os utentes do Barreiro e “tentar decidir qual a acção a levar a cabo na próxima semana”.

“Vamos tentar congregar todos os utentes dos barcos da margem sul, no sentido de ter uma acção que possa ser mediática o suficiente para por o assunto na ordem do dia, visto que esta situação começa a prolongar-se demasiado e a ser dramática para muitas pessoas”, disse.

A Lusa questionou a Transtejo acerca das críticas levantadas pelos utentes, mas até ao momento não obteve resposta.

Lusa

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