Transporte fluvial no Tejo está em ‘estado de degradação continuada’

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Deputada de ‘Os Verdes’ diz que vai questionar Governo e apresentar projecto de resolução ao parlamento. Heloísa Apolónia reuniu-se com as comissões de utentes de Montijo, Seixal e Barreiro. Serviço prestado por Transtejo e Soflusa continua a causar acentuados constrangimentos

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Num estado de “degradação continuada”. É assim que a deputada Heloísa Apolónia, do grupo parlamentar ‘Os Verdes’, vê o serviço de transporte fluvial que tem vindo a ser prestado por Transtejo e Soflusa, na ligação das duas margens do Tejo. Os utentes, de resto, têm sentido na pele os atrasos de carreiras ou até mesmo o cancelamento das mesmas, com os impactos negativos daí resultantes na hora tardia de chegada aos postos de trabalho ou a estabelecimentos de ensino superior, por exemplo. A situação não é nova, a resolução tarda e os utentes, dia após dia, apresentam-se para embarque apertados por um espartilho de imprevisibilidade e, em alguns casos até, com uma sensação angustiante de insegurança.

Heloísa Apolónia, tal como qualquer outro deputado parlamentar minimamente atento, sabe disso. Mas, na última segunda-feira, quis inteirar-se melhor junto daqueles que sofrem diariamente com a incerteza e falta de condições, deslocando-se a Montijo e Barreiro. Reuniu-se, assim, com a Comissão de Utentes do Cais do Seixalinho do Montijo e com a Comissão de Utentes dos Transportes do Seixal, na cidade montijense, e com a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro, deixando a garantia de que irá questionar o Governo sobre a matéria e a promessa de apresentar um projecto de resolução ao parlamento.

“Existe uma degradação continuada na Transtejo e na Soflusa. Os horários não são cumpridos, os navios estão degradados, tem havido um paupérrimo investimento na manutenção e reparação e são suspensas diversas carreiras todos os dias”, resumiu a deputada de ‘Os Verdes’ em declarações à agência Lusa, lembrando que o transporte fluvial é essencial para muitas pessoas que fazem as deslocações diárias entre a margem sul e Lisboa e que a desconfiança tem vindo a aumentar.

“Estas situações têm impactos na vida dos utentes e nos seus empregos. Podem falhar com as suas obrigações sem ser por descuido seu, mas porque os transportes falharam e já existe até a ideia de quem emprega que as pessoas da margem sul têm problemas nas deslocações”, explicou.

Heloísa Apolónia sublinhou que, devido à “descredibilização e fiabilidade cada vez menor”, as pessoas têm a tendência para utilizar as suas viaturas próprias. “Este facto tem efeito no desafio das alterações climatéricas, em que um dos objectivos é diminuir os gases com efeito de estufa, reduzindo o transporte individual e apostando no colectivo”, apontou.

A deputada deixou por isso a garantia de que irá questionar, em breve, o Governo sobre os problemas nas empresas responsáveis pelas ligações fluviais no rio Tejo e prometeu que irá preparar um projecto de resolução para apresentar no parlamento.

DIÁRIO DA REGIÃO com Lusa

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