Há tanto que não conhecemos do nosso país!

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É verdade. Sabemos que Portugal é um dos países do mundo cujo território tem uma área (relativamente) pequena.
Sabemos que até há não muito tempo atrás, muitos estrangeiros não sabiam que existia uma nação designada por Portugal (será que ainda há quem não saiba que ele existe?): Portus+Cale=Porto+Belo…
Sabemos que se diz por aí que Portugal está na moda. E até parece que sim.
Sabemos que temos problemas sociais e de disciplina nas escolas, mas, felizmente, não temos tiroteios com armas de fogo nas escolas. Nunca tivemos historial de fascínio ilusório protecionista à conta da liberalização do uso das armas.
Somos um país multicultural, com problemas vários, mas procuramos seguir a via da integração social.
Temos na nossa longa história o sentido guerreiro, aventureiro e conquistador, mas somos de temperamento pacífico e solidário, ainda que pobres e sentimentais.
Já fomos mais imitadores do outro. Continuamos a sê-lo. Mas já com outro nível de auto-estima, acho.
E reparem que esta coisa da auto-estima não é como o colesterol. Que há auto-estima boa e auto-estima má. Com a qual temos que ter vários cuidados. O que há são níveis de auto-estima e inseguranças disfarçadas de personalidade forte.
Assim, parece que a nossa auto-estima está mais forte, comprometida, é certo, com sociedade de consumo que importámos.
É que somos hospitaleiros. Mas talvez haja hábitos que não nos interessem manter por cá…e os nossos maus que ainda persistem, também não.
Claro que partilhamos com muito agrado a bela casa planetária com os outros países, os outros povos, os outros costumes, as diferentes ideias e recursos que respeitamos e fazer por intercambiar.
Daí surjam as inevitáveis contaminações sociais, políticas, culturais, artísticas. Agradecemos as boas.
Mas se falamos há tanto tempo de descentralização cá dentro de Portugal, num processo que tem sido tão lento, então também é importante insistir na descentralização do poder dentro da Europa, que tem vindo a acontecer, e, até, à escala mundial.
Porque não há países perfeitos. Nem continentes ideais.
Só há países mais fortes financeiramente.
Ora, cada país tem os seus pontos fortes e os seus pontos fracos. Que vive da relação com os vizinhos, e não só.
Mas cada um deve falar de si.
Os nossos pontos fortes são imensos: o clima, o mar, a comida, a música, o desporto, a poesia, a cortiça, o vinho, o azeite, a história…
Os nossos pontos fracos são (ainda) muitos: a economia, as importações excessivas, as dívidas, o emprego, as condições de vida, a insuficiente exploração dos recursos naturais…
Tanto do seu potencial, só numa experiência de contacto inacabado com as suas terras, as zonas costeiras e sobretudo para além destas.
Conhecer a vida diária de cada localidade.
Conhecer os pequenos-grandes valores que lá se cultivam e valorizar o seu património diverso.
Tenho que descentralizar mais a minha mentalidade metropolitana. E manter o carinho pelas qualidades únicas das urbes em crescendo.
Continuemos a ser o que somos: um país de descobridores.

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