Casal suspeito de burla informática e tráfico de droga fica em prisão preventiva

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Tribunal de Setúbal aplica medidas de coacção máxima no âmbito da Operação Viking. Contas bancárias do homem e da mulher, de 37 e 27 anos, e de outros três indivíduos, ascendiam a mais de 500 mil euros e foram congeladas. Investigação culminou com desmantelamento de célula de uma rede internacional. FBI deu ajuda

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O casal detido pela Polícia Judiciária, na sequência da denominada Operação Viking, ficou em prisão preventiva, anunciou a Procuradoria da Comarca de Setúbal, em comunicado publicado na sua página na Internet.

A Polícia Judiciária de Setúbal havia detido o homem e a mulher, de 37 e 27 anos, pela presumível prática dos crimes de acesso ilegítimo, burla informática, branqueamento de capitais e tráfico de estupefacientes, numa operação que acabou por culminar com o desmantelamento de uma célula de uma rede internacional que se apropriava de dinheiro das vítimas. “No decurso da investigação, veio a ser desmantelada uma célula de um grupo organizado internacional, instalada em território nacional desde Julho do transacto ano, que, de forma continuada, numa actuação conhecida por ‘phishing’, vinha apoderando-se de quantias monetárias de terceiros, com posterior branqueamento dos valores ilicitamente obtidos”, divulgara então a PJ.

O Ministério Público decidiu aplicar a mais grave das medidas de coacção ao casal, após o primeiro interrogatório judicial. “No dia 22 de Fevereiro, ficaram sujeitos a prisão preventiva dois indivíduos, pela prática de crimes de burla qualificada e de branqueamento de capitais”, revelou a Procuradoria da Comarca de Setúbal, explicando de seguida: “A investigação teve origem na comunicação de uma instituição bancária, ao abrigo dos deveres de comunicação no âmbito da prevenção e combate ao branqueamento de vantagens de proveniência ilícita, a que sucedeu o congelamento judicial das contas bancárias dos arguidos e de outros três indivíduos, num valor superior a 500 mil euros.”

A comunicação “dava conta da recepção e transferência de avultadas quantias de/para entidades estrangeiras, desde Outubro de 2017, tendo-se apurado através do FBI que tiveram origem em crimes de burla informática”, pode ler-se na página online da Comarca de Setúbal.

Segundo a Procuradoria, “as transferências correspondem a legítimos pagamentos de bens e serviços por parte de sociedades comerciais, mas que numa das fases do processo de pagamento foram comprometidas, pois em vez dos pagamentos serem processados para as contas dos fornecedores de tais bens e serviços, foram-no para as contas dos arguidos”.

A investigação prossegue sob direcção do DIAP Sede da Comarca de Setúbal e a cargo da Polícia Judiciária de Setúbal.

Judiciária realizou seis buscas e fez várias apreensões

No âmbito da Operação Viking, de acordo com informação revelada pela Judiciária de Setúbal, “foram realizadas seis buscas e constituídos cinco arguidos, entre os quais algumas das ‘money mules’ utilizadas, congeladas contas bancárias”, além de “apreendidos dois veículos, produto estupefaciente (cocaína e haxixe), diversos documentos com interesse probatório, equipamentos informáticos e outros bens adquiridos pelos visados com proventos obtidos através do esquema fraudulento em investigação”.

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