O problema dos estacionamentos condicionados em Montijo

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O desenvolvimento urbano da cidade de Montijo tem colocado inevitavelmente uma série de problemas ao sistema de trânsito local.
O ordenamento do trânsito torna-se assim uma tarefa prioritária, com vista ao desenvolvimento harmonioso da vida do quotidiano.
A complexidade do sistema urbano de transportes, circulação e estacionamento justifica o desenvolvimento de medidas integradas e articuladas, de modo a perspectivar-se um modelo sustentável e coerente para o futuro da cidade de Montijo.
Desta forma deve-se promover a uma clara definição do fluxo de tráfego urbano distribuidor, cujo objectivo visará permitir, não só uma menor perda de tempo na circulação rodoviária, mas e também diminuir alguns impactos negativos, devidamente identificados, ao nível de fluidez e segurança principalmente.
A implantação das bolsas de estacionamento na via pública, na cidade de Montijo, são muito naturalmente feitas de uma forma progressiva, tendo em atenção a necessidade da eventual adaptação das frotas e dos seus potenciais utilizadores.
A reserva de lugares de estacionamento condicionados, poderão entre outros fins servir para: cargas e descargas; deficientes; estabelecimentos de saúde e afins; farmácias; infantários; jardins de infância… etc.
No entanto, e apesar de todos ou alguns cuidados, não raro é ouvirem-se queixas sobre o tráfego na cidade que está caótico. Que não há fluidez e que muitas das vezes o trânsito pára mesmo, motivado por cargas e/ou descargas indiferenciadas e ainda por outros variados motivos, em plena faixa de rodagem
Mas qual a razão deste tipo de ocorrências se na verdade existem espaços próprios para; quer cargas e/ou descargas, e mesmo para outros fins específicos?
O que parece-me estar a acontecer, é que os estacionamentos condicionados e consignados para serviços diversos, não estão, ou melhor, não podem ser rentabilizados, o que equivale a dizer, utilizados, porque muito simplesmente e perante alguma passividade da entidade fiscalizadora têm vindo a permitir que esses espaços venham a ser, sistematicamente, ocupados abusivamente e por tempo prolongado.
Tenha-se em atenção que o estacionamento não corresponde apenas à fase imóvel do veículo mas e também à parte móvel que o antecede e que tem início no momento em que o condutor decide estacionar, até ao momento em que sai da fase imóvel. Neste conceito de processo de estacionamento podem distinguir-se três fases essenciais: entradas, permanências e saídas. Esta é pois a variável que determina o tempo de interrupção da via se o estacionamento ocorre, por exemplo, em plena faixa de rodagem.
Poder-se-á ainda pensar que estas ocupações abusivas não acontecem assim tão frequentemente, mas infelizmen­te não é assim e disso, muitos de nós temos plena consciência.
Verificados que foram quase a totalidade dos Estacionamentos Condicionados da cidade, durante um período de 15 dias, foi constatado que aproximadamente 70% dos mesmos, estavam quase sempre ocupados em todo ou em parte, abusivamente, motivado muito obviamente pela passividade da Entidade Fiscalizadora que constatando os factos, simplesmente os vem ignorando.
E… por aqui me fico, com votos de uma condução defensiva.

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