Situação na Raríssimas é “grave” e nova presidente faz apelo dirigido a todos os portugueses

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A nova presidente da Raríssimas, Sónia Margarida Laygue, afirmou hoje que a situação da associação da Casa dos Marcos, na Moita, é “grave” e apelou ajuda a todos os portugueses para conseguir salvar a instituição.

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“A situação da Raríssimas é grave e muito maior que qualquer pessoa, direcção ou presidente. Precisamos da ajuda de todos para salvar a Raríssimas e as pessoas que contam verdadeiramente, as pessoas raras que enriquecem o nosso dia-a-dia e nos mostram os nossos próprios limites enquanto seres humanos e enquanto sociedade”, disse.

“Ajudem-nos a salvar a Raríssimas, ajudem-nos a tomar conta dos nossos utentes, ajudem-nos a reforçar a imagem do povo português, um povo com valores, com espírito de entre ajuda, um povo de excelência e capaz de dar a volta a qualquer situação”, acrescentou Margarida Laygue, também ela mãe de uma criança com uma doença rara.

Numa conferência de imprensa marcada para assinalar o primeiro mês da nova direcção da associação, a presidente revelou que já foram “tomadas medidas e acções fortes” e efectuados alguns cortes nas despesas.

“As contas bancárias já estão sob a nossa responsabilidade, as condições de pagamentos a fornecedores já foram negociadas para nos dar tempo de agir e angariar dinheiro, já conseguimos regularizar algumas situações contratuais com alguns colaboradores e custos que consideramos não serem aceitáveis para uma associação sem fins lucrativos estão a ser cortados”, revelou.

A nova direcção negou-se a revelar os números concretos sobre a queda de donativos, afirmando que ainda está a estudar os dados financeiros, mas garantiu tratar-se de uma “quebra significativa”, já que muitos dos mecenas que apoiavam a instituição optaram por se afastar na sequência das notícias negativas. Contudo, a presidente deixou claro que sem o apoio do Estado, sobretudo na forma dos contratos com a Segurança Social na Casa dos Marcos, na Moita, e noutros lares residenciais, a associação não teria conseguido manter-se a funcionar em pleno durante o mês de Janeiro.

Embora a situação da Raríssimas, que conta actualmente com cerca de 140 trabalhadores e responde a cerca de 1500 pedidos de ajuda por ano, seja “delicada”, Margarida Laygue garantiu que “a gestão diária está a ser assegurada”, assim como a continuidade dos tratamentos.

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