‘Futuro da Autoeuropa é demasiado importante para estar à mercê de instrumentalização’

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Parlamentares e dirigentes do PS do distrito apelam a um compromisso “justo entre os interesses do país, da região e da administração, sem prejuízo da dignidade laboral e qualidade de vida dos trabalhadores”

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Os deputados e dirigentes do PS do distrito de Setúbal apelaram esta terça-feira a “um rápido compromisso” entre a administração e os trabalhadores da Autoeuropa, considerando que o futuro da fábrica de Palmela “é demasiado importante para ser prejudicado ao estar à mercê de quaisquer tentativas de instrumentalização”. Os socialistas apelam a um acordo que deve ser pautado por “equilíbrio e razoabilidade”.
Num comunicado à Imprensa, os socialistas dizem acreditar “num compromisso justo entre os interesses do país, da região e da administração, sem prejuízo da dignidade laboral e qualidade de vida dos seus trabalhadores”.
“Os parlamentares e dirigentes socialistas do distrito de Setúbal apelam a todas as partes envolvidas que reconheçam as vantagens de que se alcance um rápido compromisso e que o mesmo seja pautado por equilíbrio e razoabilidade, tendo em vista a situação actual, mas sem perder de vista o médio e longo prazo que todos desejamos de sucesso”, lê-se no documento.
Sublinhando a importância da Autoeuropa para a economia nacional e para a região, os deputados do PS de Setúbal afirmam que “as oportunidades e obstáculos que conflituem com o seu normal funcionamento, ou com a definição do seu futuro, impõem a todos os interessados uma imensa responsabilidade na acção”.
Os deputados do PS eleitos pelo círculo de Setúbal têm acompanhado “com preocupação” as dificuldades de se alcançar um acordo laboral na fábrica da Volkswagen de Palmela, associado à introdução do novo modelo T-Roc, e lembram que já em Agosto tinham apelado a um compromisso e a um clima de paz social.
“O facto é que, desde essa primeira tomada de posição, são passados seis meses sem que tenha sido encontrado consenso”, lembram os socialistas, acrescentando que o futuro da fábrica de Palmela “é demasiado importante para ser prejudicado ao estar à mercê de quaisquer tentativas de instrumentalização”.
O conflito laboral na Autoeuropa está relacionado com os novos horários de trabalho impostos pela empresa devido ao aumento de produção devido ao novo modelo T-Roc.
Em Dezembro, após a rejeição de dois pré-acordos sobre os novos horários de trabalho, a administração da Autoeuropa decidiu avançar com um novo horário transitório, que entrou em vigor na semana passada e que deverá manter-se até final do mês de Julho.
Este horário transitório, que inclui a obrigatoriedade do trabalho ao sábado, tem sido muito contestado pelos trabalhadores da fábrica de Palmela, que chegaram mesmo a aprovar uma proposta de greve para 2 e 3 de Fevereiro, mas que não se concretizou porque não teve acolhimento por parte dos sindicatos.
A Autoeuropa deverá atingir este ano uma produção de 240 mil automóveis, a grande maioria do novo modelo T-Roc, veículo que o grupo alemão Volkswagen pretende construir apenas na fábrica de automóveis de Palmela e que está a ter boa aceitação no mercado.

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