‘Festival Terras Sem Sombra’ e Alentejo mostram-se na Hungria

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A comitiva composta pelos autarcas do litoral alentejano durante a receção na embaixada de Portugal na Hungria

Uma comitiva composta por empresários, autarcas e artistas do Festival Terras Sem Sombra (FTSS) deslocou-se a Budapeste, capital da Hungria, entre 25 e 27 de janeiro, para dar a conhecer o potencial artístico, natural e económico do Alentejo.

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A “embaixada” cultural e comercial que se deslocou à Hungria, sob os auspícios da AICEP, da Embaixada de Portugal naquele país, da Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo e da Câmara de Comércio Luso-Húngara, participou num programa intenso de três dias que teve início no Instituto de Musicologia da Academia Húngara das Ciências, com uma conferência de imprensa de apresentação do programa da 14ª edição do FTSS, que se realiza entre 17 de fevereiro e 1 de julho e é organizado pela Pedra Angular.

A Hungria é o país convidado da edição deste ano e a participação da Academia de Liszt de Budapest é, para a organização, “um passo de gigante”.

Durante três dias, foi possível estabelecer contactos com ‘opinion- makers’ e personalidades importantes da vida cultural e artística de Budapeste. A comitiva foi ainda recebida pelo vice-presidente do Parlamento de Budapeste e participou num conjunto de contactos bilaterais que dão azo a que o diretor geral do festival, José António Falcão, faça um balanço “extremamente positivo” da deslocação.

Tratou-se de uma jornada muito bem sucedida e que marca um passo muito importante na internacionalização do Alentejo e do Festival Terras Sem Sombra”, referiu. “Mostra o enorme potencial do Alentejo e a grande possibilidade de um festival, como o Terras Sem Sombra, de atrair públicos diferentes e de apresentar uma programação artística muito qualificada, num território que é claramente um local de excelência do ponto de vista artístico e natural”, sublinhou o responsável no final da visita.

Em paralelo, decorreram sessões de trabalho entre empresários portugueses e húngaros que contaram com a colaboração do AICEP e da Embaixada de Portugal. Na bagagem, os empresários levaram o vinho, o azeite, as conservas, a fruta, a cortiça e o Alentejo enquanto oferta turística.

O mercado húngaro tem uma certa apetência por estes produtos e tudo isto ajudou a abrir perspetivas a uma colaboração mais intensa entre os dois países como era intenção da Câmara de Comércio Luso- húngara”, acrescentou José António Falcão.

A Hungria não é um mercado que tenha qualquer expressão para o Alentejo em termos turísticos mas o que entendo ser importante neste evento é a projeção da imagem que dá ao Alentejo, isto é uma região de grande qualidade, ancorada na tradição, mas onde acontecem coisas de grande modernidade e qualidade como é o caso do Festival Terras Sem Sombra que é um festival de nível mundial”, defendeu Vítor Silva, presidente da Agência de Promoção Turística do Alentejo.

Ao nível cultural foram estabelecidos contactos com “altos responsáveis” da vida cultural e artística da Hungria, entre eles vários departamentos da Academia Liszt “onde se formam os novos artistas com carreira internacional” e com artistas que “ao nível da composição e da música contemporânea têm um palco extraordinário nos EUA e Alemanha” como é o caso de Peter Etwoz, o principal compositor húngaro “que manifestou um grande interesse pelo Festival Terras Sem Sombra”, concluiu José António Falcão.

No primeiro dia, a ‘embaixada’ alentejana visitou a Academia Liszt, uma das mais prestigiadas universidades de música da Europa, levando até à Zeneakadémia um concerto de Cante Alentejano, com a atuação dos Cantadores do Desassossego, de Beja. O programa incluiu ainda a oferta de sobreiros ao Jardim Botânico de Budapeste e a homenagem a dois diplomatas portugueses, o embaixador Sampaio Garrido e o encarregado de Negócios, Teixeira Branquinho, que salvaram milhares de judeus húngaros, atribuindo-lhes passaporte luso.

Autarcas satisfeitos com missão

A delegação contou igualmente com a presença dos presidentes das Câmaras de Santiago do Cacém, Sines e Odemira, parceiros do festival desde a primeira hora, que aproveitaram para dar a conhecer este território além fronteiras.

Para o presidente da Câmara de Santiago do Cacém, Álvaro Beijinha o festival é uma forma de promover o Alentejo “do ponto de vista cultural” e empresarial. “É uma oportunidade para que os nossos empresários possam ter uma perspetiva de exportação para a Hungria que é um país com forte crescimento”, sublinhou o autarca.

A mesma opinião é partilhada pelo presidente do concelho vizinho de Sines. Nuno Mascarenhas vê nesta deslocação a oportunidade de promover a aposta do município na música e na cultura. “É importante pela tradição que temos na música, não só através do apoio ao festival Terras Sem Sombra como à organização do Festival Músicas do Mundo, considerado um dos melhores festivais europeus”.

Para o presidente da Câmara Municipal de Odemira, José Alberto Guerreiro são as expressões ambientais, culturais e patrimoniais, que assumem uma forte componente no seu território. “Faz todo o sentido que um concelho com as nossas características se afirme cada vez mais nestas três áreas e na Hungria a nossa missão passou por criar laços e diversificar as nossas raízes”, realçou.

O festival de música Terras Sem Sombra abre a 17 de fevereiro, na Vidigueira, e, até junho, vai apresentar dez concertos, acompanhados de visitas ao património edificado e a ações de biodiversidade, nos concelhos alentejanos da Vidigueira, Elvas, Barrancos, Serpa, Odemira, Mértola, Ferreira do Alentejo, Beja, Sines e Santiago do Cacém.

A programação da 14.ª edição do Terras Sem Sombra é dirigida artisticamente pelo crítico musical Juan Ángel Vela del Campo, pela quarta vez consecutiva.

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