Segurança Social paga creches ao sábado dos filhos de trabalhadores da Autoeuropa

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Reunião de amanhã entre serviços da Segurança Social e recursos humanos da empresa servirá para fazer a correspondência entre as disponibilidades de vagas em IPSS e as necessidades dos trabalhadores

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A Segurança Social já identificou as vagas em instituições particulares de solidariedade social (IPSS) onde os trabalhadores da Autoeuropa poderão deixar os filhos nos sábados de trabalho, garantindo o pagamento das creches nesses dias, disse à Lusa fonte do Governo.

Os detalhes sobre o apoio aos casais, com filhos, que trabalham na fábrica da Volkswagen de Palmela serão discutidos numa reunião que se realiza esta quarta-feira entre os serviços da Segurança Social e os recursos humanos da Autoeuropa.

Segundo fonte governamental, a reunião servirá para fazer a correspondência entre as disponibilidades de vagas em IPSS e as necessidades dos trabalhadores.

No encontro deverão ainda ser definidas as idades das crianças a apoiar bem como a localização geográfica, uma vez que nem todas as famílias residem em Palmela.

A Segurança Social irá compensar os encargos das IPSS através do “complemento de horário em creche”, apoio que “durará enquanto houver necessidades por parte dos trabalhadores”, explicou a mesma fonte.

O valor do suplemento será apurado “caso a caso” e na reunião desta quarta-feira “será avaliado” se o apoio às famílias pelo trabalho ao sábado poderá abranger o trabalho por turnos, à noite e aos domingos.

Em Dezembro, após uma reunião conjunta entre o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa e a administração da empresa, o Governo garantiu que iria assumir “responsabilidades em algumas dimensões” como a criação e reforço de “equipamentos sociais de apoio à família” para responder aos novos horários da fábrica.

O novo horário da fábrica de Palmela entra em vigor no final do mês e deverá vigorar até Agosto de 2018, altura em que a administração da Autoeuropa irá discutir com a Comissão de Trabalhadores o novo período para o resto do ano.

A questão colocou-se com o fabrico do novo modelo T-Roc e, após a rejeição de dois pré-acordos pelos trabalhadores sobre alterações aos horários de trabalho, na sequência do aumento da produção, a administração impôs unilateralmente o novo modelo laboral.

DIÁRIO DA REGIÃO com Lusa

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