Estudos para remoção de resíduos das áreas industriais da Baía do Tejo apresentados amanhã

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O secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, vai estar esta quarta-feira no parque empresarial da Baía do Tejo, no Barreiro, para avaliar o processo de remoção dos passivos ambientais, onde serão também apresentados estudos para nova fase de retirada de resíduos.

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A visita do governante prevê, em agenda, uma reunião com a administração da Baía do Tejo e a deslocação aos locais onde estão em curso os trabalhos de descontaminação.

“Será feito ponto de situação dos investimentos na requalificação ambiental dos territórios e da fase em que se encontra a remoção dos passivos no Barreiro e Seixal”, anunciou a Baía do Tejo em comunicado.

A Baía do Tejo, do universo Parpública (empresas detidas pelo Estado), tem a seu cargo a gestão dos Parques Empresariais localizados no Barreiro, Seixal e Estarreja, bem como o desenvolvimento do projecto Arco Ribeirinho Sul, que prevê a requalificação de antigas áreas industriais da Quimiparque, no Barreiro, da Siderurgia, no Seixal, e da Margueira, em Almada.

Segundo a empresa, vão também ser apresentados estudos em curso para avaliação e enquadramento de fundos para nova fase dos trabalhos de remoção de resíduos dos territórios geridos pela Baía do Tejo.

Os estudos que vão ser apresentados destinam-se às áreas das pirites verdes e zona do cais no Barreiro e para as zonas da Coqueira, Vazadouro I e Nova Aciaria no Seixal. É também objectivo analisar a valorização das cinzas de pirite e a ligação da rede de saneamento do Parque Empresarial do Barreiro à ETAR Barreiro/Moita.

Anúncio de milhões em 2016

Recorde-se que em Setembro de 2016, o secretário de Estado do Ambiente anunciou que três candidaturas, duas para o Barreiro, de sete milhões de euros e com cerca de 5,5 hectares de intervenção, e uma no Seixal, de seis milhões de euros e para a resolução de um passivo ambiental numa área de 1,7 hectares, tinham sido aprovadas.

As candidaturas aprovadas, que totalizaram um valor de cerca 13 milhões de euros, deram continuidade a um processo que já tinha sido iniciado no anterior quadro comunitário, com um investimento de cerca 18 milhões de euros na descontaminação ambiental dos territórios.

Os investimentos destas últimas candidaturas, que estão em curso, foram direccionados para a remoção de 16 mil toneladas de lamas de zinco, 17,3 mil toneladas de pirites verdes e 51,5 toneladas de lamas de aciaria e pós de goela.

Lusa

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