Redefinir o impossível. A paixão transpõe montanhas

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O meu nome é Nuno Ribeiro, tenho 27 anos e sou do Barreiro
Nasci a 28 de Agosto de 1990 se calhar, quem sabe, com o objectivo de mudar mentalidades e de demonstrar que a palavra impossível não deveria existir no dicionário do ser humano!
Nasci com Paralisia Cerebral, deficiencia relacionada com o Sistema Nervoso Central.
Quando me perguntam o que é , não sei a melhor forma de explicar, de forma a que as pessoas entendam, por isso digo que o cerebro não envia os comandos correctos para o corpo, daí eu ter problemas de equilíbrio e deslocar-me com “este andar desengonçado”.
Desde que nasci, todos os médicos disseram aos meus pais que eu nunca iria andar!
Foi então que conhecemos a Associação NÓS – Associação de Pais e Técnicos para a Integração do Deficiente, que tem como objectivo promover a inclusão social de pessoas com deficiência ou em situação de risco e/ou desvantagem social.
Nesta associação foi dito aos meus pais que havia uma fisioterapeuta, a quem eles poderiam pedir mais uma opinão!
Depois de já terem ouvido tanto, não perdiam nada por saber mais uma opinião.
Após uma avaliação a fisioterapeuta disse aos meus pais que eu tinha tudo para andar e que iria andar!
Comecei a andar apenas com cerca de 7 anos de idade, depois de fazer a minha primeira cirurgia, para alongamento de tendões, até então só me equilibrava agarrado a alguém ou a alguma coisa.
Era uma cirurgia inovadora em Portugal, ainda tinham sido realizadas poucas cirurgias com esta técnica por isso os médicos não sabiam qual seria o resultado final em mim!
A cirurgia foi um sucesso, mas os médicos disseram aos meus pais que podia ser necessário repeti-la mais tarde,na adolescência devido ao crescimento!
Após um longo processo de recuperação comecei a caminhar sozinho sem ser necessário apoio de ninguém!
Avançemos até aos meus 16/17 anos, fase da adolescência, em que damos um pulo grande em termos de crescimento!
Foi necessária nova cirurgia, uma vez que os tendões, não acompanharam o crescimento e foi necessário novo alongamento dos mesmos.
Esta cirurgia foi dividida em 3 fases! E acabou em mais um sucesso!
Depois de finalizado novo processo de recuperação, e já cansado de tantos anos de fisioterapia, resolvi entrar para um ginásio.
Por ser um ambiente novo para mim foi necessário optar por ter Personal Trainer, seria a melhor forma de me ambientar e evoluir ainda mais!
Se a minha vida tinha mudado até aqui, iria mudar mais ainda…
Num dos treinos, perguntei-lhe se ele dava Aulas de Grupo e se sim quais eram!
Ele disse que dava Cycling! Perguntei lhe o que era, e ele explicou-me!
Nesse momento, após a explicação, essa modalidade despertou-me interesse, ainda sem ter exprimentado.
Quando lhe pergunto se teria condições para a praticar ele disse-me que secalhar seria dificil…
Mas eu gosto de ir a favor do que dizem ser dificil ou impossível por isso fui experimentar!
Desde essa primeira aula que a paixão nunca mais desapareceu!
Passaram 4 anos e ser só aluno para mim não chegava, queria mais, queria ser instrutor!
Foi então, que me foi apresentado, o Master Instrutor de Spinning® Pedro Maia, que já tinha dado formação a outras pessoas também com algum tipo de limitação.
Após uma “avaliação” para ver a viabilidade de eu tirar ou não a Formação para leccionar classes de Spinning®, propôs-me que eu fizesse a Formação e nessa altura reavaliar a possibilidade de uma carreira como instrutor.
Inscrevi-me na formação e felizmente conclui-a com sucesso!
Ter recebido o certificado de instrutor, foi ainda mais uma lufada de dar ar fresco na minha motivação, pois consegui-me superar, em algo que nunca pensei ser possivel!
Concluo, deixando a mensagem, que quando quiserem dizer que é impossivel, substituam o impossivel por possivel!

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1 COMENTÁRIO

  1. Há cem anos, os cientistas teriam afirmado que os lasers, a televisão e a bomba atómica seriam impossíveis. O famoso físico Michio Kaku analisa – no livro A FÍSICA DO IMPOSSÍVEL – até que ponto as tecnologias que encontramos na ficção científica, e que são hoje em dia consideradas impossíveis, poderão ser comuns no futuro.

    Do teletransporte à telecinese, Kaku recorre ao mundo da ficção científica para analisar os fundamentos – e os limites – das leis da Física tal como as conhecemos hoje. Dividindo as tecnologias impossíveis em categorias – Classes I, II e III – conforme possam ser alcançáveis nos próximos séculos, nos próximos milénios ou talvez nunca, o autor, numa prosa intelectualmente estimulante, explica-nos:

    • Como os foguetões com estatorreactores, as velas propulsionadas por lasers e os motores de antimatéria poderão um dia levar-nos às estrelas mais próximas;

    • Como a telepatia e a psicocinese, outrora consideradas pseudociência, poderão um dia ser possíveis com os progressos dos computadores, da supercondutividade e da nanotecnologia;

    • Por que razão uma máquina do tempo parece ser consistente com as leis conhecidas da Física, mas seria necessária uma civilização muito avançada para a construir.

Queremos a sua opinião!