RAÚL CRISTÓVÃO, candidato a líder do PS Palmela: “O PS está diferente, confiante e mais aberto à população”

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Vereador recandidata-se a presidente da concelhia, animado com os resultados das autárquicas. Diz que nos pelouros governados pelo PS e na Freguesia de Palmela já se nota a diferença

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Sem oposição, o presidente da concelhia socialista há quatro anos avança para mais um mandato de dois anos. A recandidatura, que diz ser para “agregar” e “continuar a afirmar o PS como grande partido autárquico”, foi apresentada no Sábado, com casa cheia. Raúl Cristóvão está animado com os resultados das últimas autárquicas, em que a CDU perdeu a maioria absoluta na Câmara e o PS subiu a votação.
Garante que o facto de o vereador Pedro Taleço integrar o executivo a tempo inteiro não prejudica a afirmação do partido como alternativa de poder, defende que as pessoas já notam a diferença da gestão socialista de Jorge Mares, na Junta de Freguesia de Palmela, e apresenta-se aos militantes com uma estratégia a quatro anos, que inclui a disponibilidade para voltar a ser cabeça-de-lista em 2021.

Porque decidiu recandidatar-se à liderança do PS Palmela?
Há dois motivos fundamentais. Depois de reflectir muito e do incentivo de várias pessoas, senti-me na necessidade de não partir vínculos e de continuar os projectos que iniciámos há alguns anos com esta equipa. Apesar de o mandato ser de dois anos, esta candidatura é pensada a quatro anos, a pensar nas eleições autárquicas de 2021.
O PS é hoje uma força autárquica completamente diferente. Conseguimos pela primeira vez em 43 anos retirar a maioria absoluta à CDU, reconquistar a Freguesia de Palmela, por 25 votos não ganhámos Quinta do Anjo, crescemos nas outras freguesias e parece-me que temos uma equipa e um programa que é cada vez mais compreendido pelas pessoas como algo diferenciador.
O partido é hoje um colectivo mais aberto à população. Discutimos as eleições autárquicas com toda a gente e as reuniões da comissão política são abertas a todos os simpatizantes. O que para mim é importante é continuar a abrir o partido, a atrair massa-crítica, a reforçar a implantação junto das comunidades dos cinco territórios que compõem o concelho e realizar o sonho.
Tem confiança que este projecto possa conquistar a Câmara?
Tenho. O que nos move não é a conquista do poder pelo poder, mas a diferenciação das políticas. Achamos que Palmela precisa de políticas diferentes.
Como classifica o momento que o PS Palmela vive?
Há uma unidade que resulta já de um trabalho com esse objectivo. Não uma unicidade, uma unidade de pensamento, mas de objectivos comuns. O partido está muito mobilizado, as pessoas acreditam muito. Havia um cansaço de resultados sucessivos menos bons e hoje as pessoas acreditam que afinal é possível. Antigamente sentia que no PS Palmela não se acreditava muito. Era quase um fatalismo.
Nestes quatro anos trabalhámos – exercemos os mandatos autárquicos nos diferentes órgãos, quer os vereadores quer os eleitos na Assembleia Municipal e nas freguesias – muito próximos das populações e das instituições, não aparecemos a três meses, e com isso fomos trazendo cada vez mais pessoas, independentes, com conhecimento dos seus territórios. Por exemplo, no Poceirão e Marateca, onde tínhamos alguma dificuldade de implantação, nunca fiz uma acção de campanha com menos de 20 ou 30 pessoas do partido. Para fazer a lista da freguesia, que precisa de pouco mais de 20, nós tínhamos mais de 50 pessoas. Aí as pessoas já acreditavam e agora, com os resultados, ainda mais acreditam que é possível, que é necessário apenas sabermos trabalhar, para daqui a quatro anos mudarmos politicamente o concelho.
Não receia que o facto de o PS ter aceitado integrar o executivo municipal possa comprometer o objectivo de afirmar esse “projecto diferenciador”?
Não. O PS já tinha pelouros, não tinha era tempo. Hoje tem um vereador com [regime de] tempo [inteiro], tem mais responsabilidade, e as pessoas já notam a diferença na limpeza urbana e nos espaços verdes. Na Fiscalização havia processos parados há anos. As pessoas notam certamente que agora há IMI familiar – é a primeira Câmara comunista e introduzir esta medida -, que há 30 mil euros no Orçamento para bolsas de estudo, que a taxa geral do IMI já baixou, vai nos 0,385, e esperamos no fim deste mandato estar em condições de chegar a 35% pelo menos, por pressão do PS.
Dou um exemplo de como termos um vereador a tempo inteiro não inibe a nossa actuação política; a maioria apresentou a proposta de atribuição de apoio financeiro às escolas básicas, para compra de material, no valor de 8 euros por aluno e nós pedimos o aumento para 10 euros, o que acrescentava na despesa municipal apenas 6 mil euros. Essa nossa proposta foi chumbada por PSD-CDS, MIM e CDU.
A diferenciação não vai deixar de fazer-se, através das nossas propostas, por termos um vereador. Não há nenhum acordo assinado, não há coligação, que nos obrigue a aprovar se não concordarmos.
E se não forem aprovadas propostas de princípio para o PS, como o IMI nos 35% que referiu há pouco, pode estar em causa ficarem no executivo?
Em política não podemos fazer futurologia. O PS estará na autarquia para trabalhar para as pessoas, com um projecto próprio que vai impondo democraticamente. Por exemplo, o PS tem uma proposta para oferta dos livros escolares até ao nono ano. Não foi aceite.
Deixámos cair a redução de participação no IRS, que tínhamos no nosso programa, porque percebemos, na votação do Orçamento Municipal, que a redução de 5 para 4% implicava uma quebra de receita de 600 mil euros, significativa para o município mas que beneficiaria pouco cada família individualmente e ainda menos as que mais precisam. A oferta dos manuais escolares ou dois euros a mais no apoio às escolas beneficia muito mais. As nossas preocupações são essencialmente as políticas sociais de proximidade com as famílias. É ai que queremos fazer a diferença.
Está disponível para voltar a ser cabeça-de-lista?
Estou sempre disponível para aquilo que o meu partido quiser.

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