SETÚBAL Funeral de pescador do Faralhão com muita gente

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Lélio Parreira, 45 anos, morreu durante mergulho para tentar recuperar ganchorra no fundo do mar. Funeral juntou centenas de pessoas esta sexta-feira

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Centenas de pessoas, entre familiares, vizinhos e amigos, juntaram-se esta sexta-feira no último adeus a Lélio Parreira, o pescador do Faralhão que faleceu há uma semana, aos 45 anos.

O funeral realizou-se no Cemitério da Paz, em Setúbal, por volta das 10h30 desta manhã, tendo o cortejo saído da capela da Igreja do Faralhão onde o corpo esteve em câmara ardente desde ontem, quinta-feira.

O óbito foi na sexta-feira, dia 22, e o funeral realizou-se oito dias depois porque entretanto foi o Natal e a tolerância de ponto de dia 26 o que atrasou a autópsia pelo que o corpo só ontem foi entregue à família.

Lélio Parreira deixa viúva e dois filhos, um dos quais ainda menor de idade.

Amanhã, sábado, realiza-se missa de sétimo dia, às 19 horas na Igreja do Faralhão.

Lélio Parreira morreu quando tentava recuperar uma ganchorra de pesca da amêijoa que tinha caído da embarcação no dia anterior, a cerca de uma milha (1,6 quilómetros) da Comporta, disse o capitão do porto de Setúbal, Luís Lavrador.

“O pescador, de 45 anos, utilizou o equipamento de mergulho para tentar libertar a ganchorra da embarcação ‘Joi’, matriculada no porto de Setúbal, que terá ficado presa a cerca de 20 metros de profundidade”, acrescentou Luís Lavrador.

“Recebemos o alerta cerca das 16h00 e, por coincidência, tínhamos vários meios naquela zona, que deslocámos de imediato para o local – uma lancha da Polícia Marítima, outra do Instituto de Socorros a Náufragos e uma corveta da Marinha -, além de acionarmos um helicóptero da Força Aérea Portuguesa”, disse Luís Lavrador.

De acordo com o responsável pela capitania de Setúbal, o mestre da embarcação deu o alerta algum tempo depois, quando percebeu que o pescador demorava em regressar à superfície.

Segundo Luís Lavrador, o pescador foi resgatado por elementos do Instituto de Socorros a Náufragos e transportado de helicóptero para o Montijo, onde foi declarado o óbito.

A capitania do porto de Setúbal não adiantou qualquer explicação sobre as eventuais causas da morte do pescador.

À família enlutada, o DIÁRIO DA REGIÃO endereça as mais sentidas condolências.

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