Arguidos da falsa seita “Verdade Celestial” conhecem decisão do tribunal de Setúbal

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Leitura do acórdão é esta terça-feira às 13h30. Principal arguido, que abusou até do próprio filho, pede pena máxima, 25 anos de cadeia, mais do que o Ministério Público pediu. Abusos sexuais sobre crianças ocorreram nos Brejos do Assa, Palmela

 

O Tribunal de Setúbal agendou para esta terça terça-feira a leitura do acórdão do processo em que oito arguidos que alegavam integrar uma seita estão acusados de abuso sexual de crianças numa quinta de Brejos do Assa, no concelho de Palmela.

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Nas alegações finais, o principal arguido no processo por alegado abuso sexual de crianças pediu para si próprio a pena máxima de 25 anos de prisão, mais do que tinha sido pedido pelo Ministério Público (23 anos).

O líder do grupo e principal arguido no processo, que se fazia passar por psicólogo e que se intitulava como mestre da falsa seita religiosa “Verdade Celestial” – uma capa, segundo a acusação, para esconder os alegados abusos sexuais de crianças -, estava acusado de dezenas de crimes de violação, lenocínio e pornografia de menores, entre outros.

Entre as vítimas dos crimes está o filho do principal arguido no processo, que terá sido vítima do pai.

Segundo a acusação, os arguidos “revelavam um total desrespeito pelas crianças” que frequentavam a quinta para terem explicações ou participarem em atividades organizadas pelo líder do grupo. As crianças eram convencidas de que as sevícias sexuais a que eram sujeitas eram “atos purificadores”.

O caso chegou ao conhecimento da Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal, que, em junho de 2015, efetuou uma operação policial que culminou com a detenção de oito pessoas – cinco homens e três mulheres.

Na mesma operação efetuada na quinta de Brejos do Assa, no distrito de Setúbal, a polícia apreendeu computadores, colchões, vídeos e fotografias, elementos de prova no julgamento, que decorreu à porta fechada.

Os residentes nos Brejos do Assa nunca se terão apercebido do que realmente se passava, uma vez que as vedações altas ajudavam a esconder o que se passava no interior daquele espaço.

A leitura do acórdão está marcada para as 13:30 no tribunal de Setúbal.

Lusa

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