500 MAIORES EMPRESAS DA REGIÃO | Autoeuropa em perda mantém a liderança

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O DIÁRIO DA REGIÃO apresenta o Ranking das 500 Maiores Empresas do Distrito de Setúbal elaborado pela consultora IBERINFORM Portugal. Os indicadores das três empresas melhor classificadas revelam que 2016 foi um ano de quebras no volume de negócios

Apesar de ter sofrido uma variação negativa de 14,53% no volume de negócios de 2015 para 2016, a Autoeuropa (Palmela) segurou a liderança do ranking das maiores empresas do Distrito de Setúbal no ano transacto.

Houve, porém, várias alterações dignas de registo no top 10, desde logo com a Infra-estruturas de Portugal (Almada) a subir do 3.º para o 2.º lugar da tabela das 500 maiores empresas em 2016 e com a entrada directa para o 4.º posto da Midsid – empresa de comércio por grosso de tabaco, localizada em Alcochete. A Repsol Polímeros (Sines) galgou do 4.º para o 3.º lugar e a About The Future, produtora de papel em Setúbal da Navigator Company (que caiu do 2.º posto) fecha o top 5.

Os dados integram o Ranking das 500 Maiores Empresas do Distrito de Setúbal, que o DIÁRIO DA REGIÃO dá a conhecer, em parceria com consultora IBERINFORM Portugal.

A fábrica de automóveis da marca alemã Volkswagen, localizada na Quinta do Anjo, Palmela, que recentemente anunciou o marco inédito de produzir mais 800 unidades por dia do novo modelo T-Roc, registou de 2015 para 2016 quebras acentuadas no volume de negócios (-14,53%), nos resultados líquidos (-21,12%) e na taxa de exportações (que baixou de 76,84 para 65,67%). O volume de negócios baixou de 1.788 para 1.528 mil milhões de euros e o valor de exportação diminuiu de 1.374 para 1.003 mil milhões de euros. O número de trabalhadores cresceu de 3.386 para 3.453 (1,98%). Ainda assim, manteve a liderança com uma margem confortável para a Infra-estruturas de Portugal (IP) que, por sua vez, também apresentou uma variação negativa no volume de negócios de 12,19%.

A IP empresa pública resultante da fusão entre a Rede Ferroviária Nacional – REFER e a EP – Estradas de Portugal, destinadas a gerir e a administrar as estruturas ferroviárias e rodoviárias portuguesas, reduziu o número de empregados de 3.503 (em 2015) para 3.467 (em 2016). O volume de negócios decresceu de 1.321 para 1.160 mil milhões de euros (-12,19%). De acordo com os dados, o resultado líquido sofreu uma variação positiva na ordem de 109,96%.

Midsid galga terreno

A Repsol Polímeros, que fabrica e comercializa uma larga variedade de produtos químicos, recuperou o 3.º lugar do ranking que havia perdido em 2015. O volume de negócios sofreu uma variação negativa de 2,57% (de 652.338, em 2015, baixou para 635.599 milhões de euros). A taxa de exportação desceu pouco mais de três pontos percentuais, já que os valores de exportação desceram dos 558.958 para os 523.343 milhões de euros.

Com 196 empregados (menos três do que em 2015) e com uma variação positiva de 8,49% no volume de negócios (de 384.382, em 2015, passou para 417.015 milhões de euros, em 2016), a Midsid – Sociedade Portuguesa de Distribuição registou um crescimento assinalável, que lhe valeu a entrada directa para o 4.º lugar do ranking. A empresa ligada ao comércio por grosso de tabaco passou de um resultado líquido de 312.770 para 1.521.434 euros.

A empresa About The Future (fabricação de papel e de cartão da Navigator), localizada no parque industrial da Mitrena, encerra o lote das cinco primeiras. Com 282 empregados, registou um volume de negócios de 415.829 milhões de euros em 2016, em contraponto com os 364.749 apurados em 2015 (uma variação positiva de 14,00%). Esta, de resto, é uma das várias empresas do grupo Navigator que surge ainda referenciado no 6.º lugar com a empresa Navigator Pulp Setúbal (fabricação de pasta) e no 9.º com a empresa Navigator Paper Setúbal.

No 7.º lugar encontra-se a Coca-Cola European Partners Portugal, localizada em Azeitão, Setúbal, seguida no 8.º posto pela Lusosider – Aços Planos, localizada no Seixal, que se dedica à actividade de siderurgia e fabricação de ferros-ligas. A Aldi Portugal – Supermercados, localizada no Montijo, encerra o top 10 das 500 maiores empresas do Distrito de Setúbal em 2016.

IBERINFORM Portugal

A marca nasceu em Portugal, em Setembro de 2016, na sequência da aquisição de 80% do capital da Ignios pela Iberinform Internacional. Com escritórios em Lisboa e Porto, a Iberinform é a filial da Crédito y Caución que oferece soluções de gestão de clientes para as áreas financeiras, de marketing e internacional. Fornece bases de dados para a identificação de novos clientes e ferramentas que facilitam a gestão de riscos, a análise e acompanhamento de clientes ou sectores.


 

‘Cluster’ dos vinhos com três marcas no top 100

A Casa Ermelinda Freitas e os vinhos José Maria da Fonseca, ao contrário da Bacalhôa (melhor classificada), registaram em 2016 um crescimento superior a 4,5% no volume de negócios

Leonor Freitas está à frente da Casa Ermelinda Freitas

O “cluster” vitivinícola no Distrito de Setúbal tem vindo a assumir, cada vez mais, preponderância na dinâmica da economia e na promoção da região. O sector tem estado representado ao mais alto nível nos mais prestigiados e mediáticos palcos internacionais, com os produtores da região a somarem distinções atrás de distinções, potenciando o desenvolvimento da exportação.

Não é por isso de estranhar que alguns dos nomes ligados a esta actividade surjam no Ranking das 500 Maiores Empresas do Distrito de Setúbal em 2016. É o caso da Bacalhôa Vinhos de Portugal, que ocupa o 76.º lugar da tabela.

Esta produtora de vinhos comuns e licorosos, com 81 trabalhadores (mais um do que em 2015), registou uma variação negativa, entre 2015 e 2016, de 8,32% – desceu dos 20.920.063 de euros para os 19.178.992. O valor da exportação em 2016 foi de 4.201.057 euros, ao passo que em 2015 atingiu os 6.864.688 euros (uma variação negativa de 10,91%).

Aparecem ainda classificadas na tabela mais outras duas empresas do ramo. Ambas estão também entre os 100 primeiras do ranking. Primeiro, surge a Casa Ermelinda Freitas, que cresceu 4,6% no volume de negócios (passou dos 16.922.002 euros, em 2015, para os 17.608.977). Contudo, a taxa de exportação baixou de 10,03 para os 7,63% (de 1.698.061 euros em 2015 desceu para 1.343.893 euros em 2016). A Casa Ermelinda Freitas apresenta-se assim na 83.ª posição. Manteve os 36 empregados.

Depois, os vinhos José Maria da Fonseca identificados no 87.º posto, que também, segundo os dados da IBERINFORM Portugal, apresentou uma variação positiva (de 4,55%) no volume de negócios (em 2015 registou 16.722.029 euros, subindo em 2016 para os 17.482.295 euros). No que toca às exportações, a taxa diminuiu 6,05% (o valor exportado baixou pouco mais de 198 mil euros, depois de em 2015 ter atingido os 11.218.890 euros).

Exportação aumentou em 2017

Até Setembro deste ano, recorde-se, a região da Península de Setúbal exportou 3 milhões 729 mil litros de vinho para países terceiros, o que representa um aumento de mais de um milhão de litros face ao mesmo período de 2016. O aumento homólogo de 45% deve-se à recuperação das exportações em mercados como Angola e à manutenção da tendência de crescimento em mercados como o Brasil, China e Canadá.

Nos primeiros nove meses deste ano registou-se um aumento de 371,4% das exportações para Angola face a igual período de 2016. Já no mercado brasileiro, a tendência de aumento volta a repetir-se este ano, com mais 20,5% de volume exportado, o mesmo acontecendo na China, com mais 25,2% de exportações que o mesmo período em 2016. No topo dos países terceiros que mais importam vinhos da Península de Setúbal estão Angola, Brasil, Canadá, China, EUA, Noruega, México e Japão, que representam 98,03% do volume total de vinho exportado para fora da União Europeia.

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