Agentes da autoridade, arruaceiros, bandidos, justiça

Opinião

Estou farto de ver agentes da autoridade a massacrar povo à bastonada. Já assisti à exibição trauliteira de agentes que desancam a eito à sua passagem, sem olhar a sexos e idades, a inocentes ou culpados. Se há rufias nas forças de segurança que gostam de bater e retiram prazer do sofrimento que causam (é o que às vezes parece), usando a força de maneira que não se justifica, não têm perfil para serem polícias ou guardas-republicanos. A PSP e a GNR existem para zelar pela ordem pública e pela segurança dos cidadãos, e não para massacrá-los, indiscriminadamente. E um agente da ordem não pode parecer um desordeiro.
A segurança privada tem atrás de si um lamentável rasto de violências, como a que aconteceu recentemente junto à discoteca Urban, em Lisboa. O setor é conhecido pelas frequentes façanhas de valentões que gostam de abusar dos físicos anabolizados. Quem procura os divertimentos noturnos não pode estar à mercê de indivíduos de maus fígados e consciência de gafanhoto, que não podem ser seguranças. Evidente que não podemos colocar no mesmo saco a totalidade dos seguranças (como não podemos lá pôr todos os polícias e guardas-republicanos).
Dizer que os seguranças privados também são objeto de provocações, ameaças e agressões de arruaceiros e criminosos que frequentam a noite. E as agressões a polícias e guardas-republicanos tornaram-se diárias. As imagens de um polícia a ser violentamente agredido (Lisboa, outubro), são chocantes. Quando vi aquilo, fui assaltado por uma pergunta: «Porque é que o agente, equipado com um cassetete e uma pistola, se deixou agredir daquela maneira?». E só encontro uma resposta: ao polícia não deve ter faltado a vontade de reagir como se impunha e era lícito, a meu ver, perante um indivíduo muito mais forte fisicamente, que não parava de agredi-lo. Mas ele sabe que as hierarquias e os governos não os defendem e os deixam à mercê do linchamento público e do processo disciplinar. Lembrando o que a casa gasta e que uma reação mais consentânea com a situação poderia colocar o emprego em causa, deixou-se espancar, numa humilhação que também humilha a instituição Polícia de Segurança Pública. Perpetrada por um patife com currículo nos desrespeitos pela autoridade e nas agressões a cidadãos comuns e a polícias. E o que é extraordinário é que o marau, presente em tribunal, foi mandado para casa. Não vi, mas é muito provável que à saída tenha exibido o ar triunfante da impunidade, que é o que acontece quando a mão da Justiça é frouxa com os bandidos. Não tardará, estaremos a vê-lo repetir a heroicidade.

2 comments

  1. Este Juvenal é danado para a brincadeira ….Mas quem é o Danado ??? E porque é que está danado ?? Nunca li um artigo tão miseravelmente escrito ! Ele já assistiu a tudo !!! Então “ataca” tudo !! Muda de cor para querer chegar a tudo e a todos ! Ele não põe evidentemente todos no mesmo saco ! Mas que rara inteligência !! Pois, não há regras sem excepção !! Até se esqueceu de que somos humanos ! Todos !! E já agora, todos iguais mas todos diferentes ou uns mais iguais que outros ! A PSP e GNR mesmo mesmo sob ressalva não MASSACRAM INDISCRIMINAVELMENTE !! Na aldeia do Juvenal ao sr. polícia chamam agente da ordem ( Agente de Execução com inscrição em vigor na Ordem – Agente de Execução) que pode parecer desordeiro (?!?!) Gostei do adjectivo : MARAU !!! Reinscreva o artigo se quiser e procure informar-se como se diz “à séria” sobre os assuntos que expôs .Obrigado

    1. O senhor Augusto picou-se. Ele lá saberá porquê. Não sei (mas gostava de saber, palavra) em que parte se sentiu picado. É que atacou tudo o que escrevi, sonegando-me a possibilidade de me centrar na resposta/esclarecimento ao seu comentário.
      Saiba o senhor Ricardo, Augusto, que eu abordo os assuntos que entendo que devo abordar, com os conhecimentos que tenho (e se digo que sei ou que assisti ou que vivi, é porque sei ou porque assisti ou porque vivi) e a informação que recolho para cada texto, que escrevo da melhor maneira que posso e sei, procurando não dar pontapés na Gramática.
      Por falar dessa estirpe de pontapés: onde escreveu «Reinscreva», talvez quisesse escrever «Reescreva». E já agora, «MARAU» (deve ter achado a palavra muito ofensiva, para se fixar nela) é um nome comum masculino singular, não é um adjetivo. Se não acredita, procure informar-se, «à séria», como se diz.
      Passe muito bem, senhor Augusto Ricardo, e mande sempre, que terei muito gosto – mas explique-se, e deixe o meu nome sossegado, que é apenas e só um nome. Uma dica: escreva para o «Diário da Região», partilhando connosco as suas ideias sobre o assunto em questão ou outro assunto qualquer, que eles publicam.

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