MONTIJO | Câmara aprova abertura de concurso público para Jardim da Casa da Música

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Concurso tem o valor base de 1 milhão e 567 mil euros + IVA. Empreitada será financiada em 50% por fundos comunitários e permitirá criar “um pulmão verde que interligará a malha urbana mais antiga da cidade com as novas áreas urbanas a nascente”, diz Nuno Canta

O executivo camarário do Montijo aprovou, na reunião pública realizada na última quarta-feira, 22, nos Paços do Concelho, a abertura do concurso público para a realização do Jardim da Casa da Música Jorge Peixinho na Quinta da Nascentes pelo valor base de 1 milhão e 567 mil euros, acrescido de IVA. A proposta para abertura do procedimento passou com os votos favoráveis do PS (quatro) e as abstenções da oposição (duas da CDU e uma do PSD/CDS).

Nuno Canta, presidente da autarquia, explicou que “o jardim irá completar toda a estrutura verde principal, que já está desenhada de acordo com Reserva Ecológica Nacional, prevista no PDM, no caso para o designado Corredor Verde da Mundet”.

A obra, cujo preço base é de 1.567.244,78€ + IVA, “será financiada pelo programa de apoio comunitário Portugal 20/20, em 50 por cento do valor”, salientou o presidente da Câmara, adiantando que o jardim envolvente da projectada Casa da Música Jorge Peixinho irá contemplar “espaços de lazer, lúdicos e recreativos, arborização de toda a zona, criando um pulmão verde que irá interligar a malha mais antiga da cidade com as novas áreas de expansão urbanística a nascente”.

Moção da CDU aprovada

Aprovada foi também uma moção apresentada por Carlos Jorge de Almeida (CDU), antes do período da ordem do dia, sobre a segurança ferroviária. No documento, aprovado com os votos da CDU e as abstenções de PS e PSD/CDS, recomenda-se ao Governo que suspenda a possibilidade de os comboios poderem passar a funcionar com apenas um trabalhador (maquinista) e que, ao invés, seja assegurada a continuidade de dois funcionários como acontece actualmente.

O vereador eleito pela CDU apresentou ainda uma declaração política, na qual exortou o presidente da Câmara “a promover a convocação de uma reunião do Conselho Municipal de Segurança”, enquadrando a necessidade com o recente registo do episódio da agressão ao chefe de esquadra, Carlos Meireles, quando este se encontrava de serviço sozinho nas instalações da PSP.

O autarca relembrou que, no último mandato, o Conselho Municipal de Segurança nunca reuniu e Nuno Canta defendeu que a autarquia tem apresentado trabalho na área da segurança, com reuniões parcelares mantidas com GNR e PSP, além do investimento realizado em melhorias no quartel da GNR de Canha e na cobertura do edifício que alberga a PSP.

Já a vereadora Ana Baliza, também eleita pela CDU, questionou a razão pela qual os professores/formadores das actividades de enriquecimento curricular (AEC) na Banda Democrática 2 de Janeiro ainda têm os salários por receber. A vice-presidente, Maria Clara Silva (PS), revelou que reuniu com os docentes na passada segunda-feira, explicando que a situação só poderia ser resolvida depois de ir a sessão na Assembleia Municipal, que se realizou ontem à noite, pois trata-se de um problema administrativo, burocrático, e não financeiro.

João Afonso anuncia salários em atraso em instituições

João Afonso, vereador eleito pela coligação PSD/CDS-PP, também apresentou uma declaração política, na qual deu conta da existência de salários em atraso em quatro instituições do concelho. O autarca apontou os casos da Associação para a Formação Profissional e Desenvolvimento do Montijo, das AEC, do Clube Olímpico do Montijo e da União Mutualista. Na resposta, o presidente da Câmara sublinhou que, à excepção da questão das AEC, as situações apresentadas nada têm a ver com a autarquia.

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