BARREIRO | Governo afasta RUMO de cenário de risco

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Em resposta ao PSD, o Ministério do Planeamento e das Infra-estruturas diz aguardar apresentação de documentação relativa a despesas, que “serão pagas no prazo máximo de uma semana”. E lembra que, entre reembolsos e adiantamentos, em 2016 e 2017, já pagou à associação 963 mil euros de fundos europeus

O Governo desdramatiza o cenário de preocupação sobre a associação RUMO, no Barreiro, levantado pelo PSD, devido a uma dívida de meio milhão de euros do Estado a esta instituição de solidariedade social.

O deputado do PSD Bruno Vitorino, que também é vereador na Câmara Municipal do Barreiro, tinha afirmado que o futuro da RUMO – bem como dos 78 funcionários da associação – estava a ser colocado em causa e que o funcionamento da mesma já estaria a ser afectado, devido a uma dívida do Estado à instituição, conforme noticiou o DIÁRIO DA REGIÃO.

O gabinete do ministro do Planeamento e das Infra-estruturas, em comunicado emitido na terça-feira à noite, contrapõe que “em 2016 e 2017, entre reembolsos e adiantamentos, já foram pagos à mencionada entidade 963 mil euros de fundos europeus”.

Por outro lado, “a respectiva autoridade de gestão dos fundos europeus aguarda a apresentação da documentação relativa a outras despesas efectuadas em 2017, as quais serão pagas no prazo máximo de uma semana”, garantiu o Ministério de Pedro Marques, que assevera que este prazo “decorre dos compromissos assumidos entre as autoridades de gestão e as associações representativas das pessoas com deficiência”.

Bruno Vitorino, recorde-se, havia afirmado que a alegada dívida estava a pôr em causa o normal funcionamento da instituição, o pagamento das suas obrigações ao Estado e o futuro de 78 trabalhadores, que já se encontram com salários em atraso.

A RUMO é uma cooperativa, sem fins lucrativos, sediada no Barreiro, que tem por objectivo a solidariedade social e o desenvolvimento de actividades de apoio em diferentes domínios de intervenção a pessoas em situação de desvantagem, visando a defesa dos seus direitos individuais e de cidadania, designadamente no quadro da promoção do direito à igualdade de oportunidades e à inclusão escolar, profissional e comunitária.

DIÁRIO DA REGIÃO com Lusa

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