Câmara e tutela assinam contrato para remodelação de escola em Sesimbra

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Presidente da autarquia e secretária de Estado deram passo decisivo para requalificação e ampliação da Escola 2/3 Navegador Rodrigues Soromenho. Estado assume custo de três milhões com obra que tem prazo de execução de dois anos

Francisco Jesus, presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, e Alexandra Leitão, secretária de Estado Adjunta e da Educação, assinaram ontem, 9, o contrato-programa para a ampliação e requalificação da Escola Básica 2/3 Navegador Rodrigues Soromenho. A cerimónia decorreu no pavilhão desportivo da escola e contou com a presença de representantes de diversas entidades.

“Coube-me a mim a feliz herança de assinar este acordo, no entanto é da mais inteira justiça fazer referência a todos os que se empenharam neste processo e fizeram com que fosse possível estarmos aqui hoje [quinta-feira]”, disse o presidente da Câmara Municipal, que destacou o papel da secretária de Estado, da vereadora com o pelouro da Educação, da Assembleia Municipal, das juntas de freguesia, da comunidade escolar, da associação de pais e do anterior presidente da Câmara Municipal, Augusto Pólvora.

O edil realçou também o trabalho desenvolvido pelo município, tanto ao nível de equipamentos como de projectos educativos. “Sesimbra é, hoje, uma referência na área da educação a nível nacional”, considerou, dirigindo-se depois à representante do Governo. “[O município] olha para este acordo com toda a dinâmica e vontade», sublinhou, garantindo todo o empenho e celeridade “para dotar a comunidade educativa de um equipamento que há tanto tempo merece”.

A secretária de Estado felicitou “todos os que não deixaram cair o projecto”, admitindo que a obra “foi imediatamente assumida como uma prioridade”.

Ana Paula Neto lembra sonho

Já a directora do Agrupamento de Escolas Navegador Rodrigues Soromenho, Ana Paula Neto, recordou que a requalificação da escola era “um sonho de há muitos anos”. “Tivemos avanços e recuos, mas chegámos hoje aqui, e por isso importa olhar para a frente, porque a luz que víamos ao fundo do túnel está cada vez mais perto”, afirmou.

O acordo agora formalizado foi alcançado em 2016 e prevê o financiamento de três milhões de euros, por parte do Ministério da Educação, e o desenvolvimento do projecto e acompanhamento da obra, por parte da autarquia.

A escola Navegador Rodrigues Soromenho tem mais de cinco décadas. Foi construída para uma capacidade máxima de 300 alunos, porém, actualmente, tem cerca do dobro. O estabelecimento de ensino tem várias salas em pré-fabricados com cobertura de amianto, que, de acordo com a autarquia, “não apresentam condições mínimas de conforto e segurança”, sendo que o próprio refeitório “é utilizado como sala de aula”.

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