SESIMBRA | Francisco Jesus e secretária de Estado vão formalizar investimento de 3 M€ para escola

Imagem virtual do projecto de requalificação e ampliação da escola
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Câmara e tutela vão dar passo decisivo para requalificação e ampliação da Escola 2/3 Navegador Rodrigues Soromenho. Formalização de acordo permitirá avançar para a remodelação de uma escola cinquentenária que foi construída para 300 alunos mas que funciona com cerca de 600

O presidente da Câmara Municipal de Sesimbra, Francisco Jesus, e a secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, vão rubricar na quinta-feira, 9, o contrato-programa que permitirá avançar com as obras de requalificação e ampliação da Escola Básica 2/3 Navegador Rodrigues Soromenho. A cerimónia está agendada para as 16h00 e terá lugar no pavilhão do referido estabelecimento de ensino.

A empreitada, com prazo de execução de dois anos, será financiada pelo Governo em três milhões de euros, depois de a autarquia ter desenvolvido o projecto de arquitectura para remodelação de uma escola com mais de 50 anos, que foi construída para 300 alunos mas que actualmente já conta com cerca de 600.

A data para a assinatura do contrato-programa “foi acordada pelo presidente da Câmara Municipal, Francisco Jesus, e pela secretária de Estado Adjunta e da Educação, Alexandra Leitão, numa reunião que teve lugar no dia 31 de Outubro, onde foram abordados outros assuntos relativos à educação no concelho”, revela a autarquia, sublinhando que este “é o passo que faltava” para dar seguimento ao processo.

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“O acordo, que tinha sido alcançado em 2016, e que agora será formalizado, prevê um financiamento de três milhões de euros, por parte do Ministério da Educação, e o desenvolvimento do projecto e acompanhamento da obra, por parte da Câmara Municipal, num modelo semelhante ao que foi negociado pela autarquia com o Ministério da Saúde para a instalação do Centro de Saúde de Sesimbra”, explica a edilidade, recordando que o projeto de arquitectura para a remodelação da escola é da autoria do arquitecto Ricardo Zúquete, tendo sido apresentado publicamente em Julho.

Obras faseadas

“Depois de assinado o contrato-programa, estão reunidas todas as condições para o lançamento do concurso público. O prazo de execução previsto para as obras é de dois anos, com os trabalhos a avançarem de forma faseada para permitirem que o estabelecimento de ensino continue a funcionar com normalidade”, indica a autarquia. Numa primeira fase, “avançará o novo edifício, nos terrenos adjacentes, negociados pela Câmara Municipal para o efeito há alguns anos, e posteriormente os alunos passarão para o novo bloco”, de forma a permitir as obras de requalificação do actual edifício .

“No essencial, o projecto de arquitectura propõe a redistribuição dos espaços do actual edifício, ficando, por exemplo, o actual pavilhão como sala polivalente, e passando a secretaria para uma zona de ligação ao novo edifício. O novo corpo terá sete salas de aulas, três salas para as artes, três laboratórios, biblioteca, gabinete médico e pavilhão gimnodesportivo”, adianta o município.

A intervenção tem, ainda de acordo com a autarquia, “várias particularidades, de onde se destaca a cobertura ligeira do pavilhão para garantir a entrada de luz natural, painéis em vidro na fachada sul do pavilhão e nas salas, e um terraço com cobertura ajardinada, que funciona como um pátio que pode ser usufruído pela escola, e que também tem um acesso à via pública”. A zona envolvente, de ligação ao estabelecimento de ensino, será também requalificada.

Vale e mar foram ‘elementos-chave’ na arquitectura

A Câmara Municipal de Sesimbra revela que “a localização privilegiada dos edifícios, orientados para o vale e para o mar, foi um elemento essencial para as opções do arquitecto”, que pretendeu “tirar todo o partido” dessas características únicas do terreno. A escola Navegador Rodrigues Soromenho tem mais de cinco décadas. Foi construída para uma capacidade máxima de 300 alunos, porém, actualmente, “tem cerca do dobro”. O estabelecimento de ensino “tem várias salas em pré-fabricados com cobertura de amianto, que não apresentam condições mínimas de conforto e segurança”, sendo que o próprio refeitório “é utilizado como sala de aula”.

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