Samouco vai ter médico a meio tempo até que tutela afecte novo clínico à extensão de saúde

Extensão do Centro de Saúde de Alcochete na freguesia do Samouco
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Fernando Pinto, presidente da Câmara Municipal de Alcochete, diz que situação da falta de médico está a ser desbloqueada e garante estar atento ao processo

A extensão do Centro de Saúde na freguesia do Samouco vai passar a contar com um médico a meio tempo até que a tutela afecte um clínico a tempo inteiro a esta unidade que serve mais de três mil utentes. O anúncio foi feito pelo presidente da Câmara Municipal de Alcochete, Fernando Pinto, na sequência de contactos mantidos com a tutela, depois de ter sido retirado o único médico daquela unidade de prestação de cuidados de saúde primários.

“Ao abrigo da possibilidade que o Governo promoveu, permitindo que médicos reformados pudessem voltar ao activo, está neste momento a ser desbloqueada a situação burocrática para a instalação de uma médica a tempo inteiro no Samouco. Enquanto decorre este processo, será, tão breve quanto possível, colocado um médico a meio tempo para que as cerca de três mil pessoas não fiquem mais tempo sem acesso aos cuidados primários de saúde”, disse Fernando Pinto, em comunicado enviado ao DIÁRIO DA REGIÃO.

“A Câmara Municipal de Alcochete não ficou insensível ao facto de mais de três mil pessoas, sem que nada o fizesse prever, tivessem ficado sem a única médica que prestava serviço na extensão do Centro de Saúde de Alcochete na freguesia do Samouco. Desta forma, e com a maior celeridade possível, desenvolveu este executivo camarário várias contactos com a tutela no sentido de em conjunto encontrarmos uma solução para o problema em questão”, adiantou o autarca, concluindo: “Estamos, como sempre estivemos, atentos e a acompanhar este processo.”

Tal como o DIÁRIO DA REGIÃO noticiou oportunamente, a população da vila do Samouco ficou desde o início deste mês sem acesso a consultas médicas e, também, sem a possibilidade de ter emitidas receitas médicas.

Miguel Lemos, director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Arco Ribeirinho, que abrange os concelhos de Alcochete, Barreiro, Moita e Montijo, explicou então ao DIÁRIO DA REGIÃO que a situação foi originada por “uma redução [de horas] nas unidades [de saúde]”, ao abrigo da imposição da tutela em relação à contratualização de médicos-tarefeiros (contratados a empresas privadas).

Recorde-se que a Junta de Freguesia local, em comunicado lançado na passada sexta-feira, lamentou “a insensibilidade da tutela relativamente às necessidades da população do Samouco”, dando ainda conta da deslocação do presidente da Junta, Pedro Ferreira, às instalações do ACES do Arco Ribeirinho, onde o autarca acabou por solicitar “uma reunião com carácter de urgência” a Miguel Lemos.

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