PS contesta distribuição de pelouros no executivo municipal

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O PS da Moita não está satisfeito com a distribuição de pelouros no executivo municipal, que deu pelouros e regime de tempo inteiro ao vereador Luís Nascimento, da coligação PSD/CDS-PP/MPT, e apenas meio-tempo a um dos três vereadores do PS.

Pela primeira vez, o presidente da Câmara Municipal da Moita, Rui Garcia, da CDU, que governa a autarquia com maioria relativa, decidiu atribuir pelouros a todas as forças políticas representadas naquele órgão autárquico, mas o PS Moita não gostou de lhe ter sido destinado apenas um pelouro e a meio-tempo.

“Ao PS, que elegeu três vereadores e foi a segunda força mais votada, apenas foi destinado um pelouro e com meio-tempo para o respectivo desempenho, ficando os restantes dois vereadores do PS sem qualquer pelouro”, refere o secretariado da concelhia da Moita do Partido Socialista, em comunicado.

Ao BE, a terceira força mais votada, foi também atribuído apenas meio-tempo para o seu pelouro.

Segundo o PS, esta situação “seguindo uma interpretação bastante sui generis dos resultados eleitorais, não pode deixar de causar estranheza ter sido atribuído ao vereador da coligação que juntou o PSD, CDS-PP e MPT, um tempo inteiro para desempenho das funções do pelouro atribuído, uma vez que foi a força política que menos votos arrecadou para o órgão Câmara Municipal”.

“Esta decisão não é, pois, a que melhor respeita a vontade expressa pelos eleitores, atribuindo maiores responsabilidades à força política em que, no concelho da Moita, menos eleitores votaram. Simultaneamente menoriza o papel do PS, o maior partido da oposição no concelho, o que constitui uma solução difícil de entender, ao preterir um efectivo reforço da representatividade democrática daquele órgão”, acrescenta o mesmo documento.

Nas eleições autárquicas, do passado dia 1 de Outubro, o PS no concelho da Moita obteve o melhor resultado global desde 2001. Já a CDU, que durante mais de 41 anos governou o concelho com maioria absoluta, teve o seu pior resultado de sempre, perdendo um vereador, a maioria absoluta na Câmara Municipal e nas Juntas de Freguesia da Moita e Alhos Vedros e mandatos na Assembleia Municipal e na Assembleia de Freguesia da União de Freguesias da Baixa da Banheira e Vale da Amoreira.

Segundo o Partido Socialista, estes resultados mostram “uma mudança de paradigma e uma manifestação de vontade por parte dos munícipes que terá de ser devidamente interpretada e respeitada pelos seus representantes nos órgãos autárquicos”.

Quanto aos vereadores do PS, o secretariado da concelhia da Moita do Partido Socialista conclui que “com pelouro e sem pelouro, o compromisso é acima de tudo para com as pessoas, pela elevação do nosso concelho ao patamar que lhe é devido, valorizando o seu potencial para que cada um possa nele desenvolver o seu projecto de vida, pelo que iremos cumprir o mandato que nos foi confiado nos termos do programa que apresentámos e que consubstancia o nosso projecto, procurando sempre ouvir as pessoas e dar resposta aos seus anseios e preocupações”.

 

Bárbara Dias eleita presidente da JS

Bárbara Dias foi eleita presidente da Juventude Socialista (JS) da Moita, num acto eleitoral que decorreu no passado dia 31 de Outubro e em que apenas houve uma lista única com a moção global estratégica “Cumprir a democracia, impulsionar os Jovens”.

A proposta, segundo um comunicado divulgado pela JS, é “um documento que reflete o impulso que a Juventude Socialista da Moita poderá ter na sua acção junto dos jovens, resumindo as principais linhas estratégicas a que se propõem cumprir no próximo biénio, tendo em conta os resultados de uma análise contínua nos últimos anos sobre a dinâmica jovem no concelho”.

No acto eleitoral, da passada Terça-feira, foram também eleitos os restantes órgãos concelhios, nomeadamente, a mesa de assembleia, encabeçada pelo ex-presidente da JS Moita, João Palma, e os representantes da JS na CPC do PS da Moita, encabeçada por Márcia Santos.

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