ALCOCHETE | Fernando Pinto apela à união e promete determinação, rigor e transparência

Pedro Lavrado (PS), Maria Fátima Soares (PS), Fernando Pinto (presidente, PS), Vasco Pinto (CDS/PSD) e Pedro Louro (CDS/PSD) posaram para a posteridade
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O novo presidente da Câmara elegeu três eixos de acção. Aposta em política de proximidade. Trabalho conjunto com comerciantes, empresários e associações é uma das metas. Funcionários municipais vão merecer primazia. Estabilidade no executivo camarário alcançada com Vasco Pinto

MÁRIO RUI SOBRAL (TEXTO) | ARSÉNIO FRANCO (FOTOS)

“Determinação, rigor e transparência”, são estes os três eixos que irão nortear a acção de Fernando Pinto na presidência da Câmara Municipal de Alcochete no novo mandato (2017-2021), assegurou o socialista durante o discurso de tomada de posse, na cerimónia de instalação dos órgãos municipais, realizada na noite de segunda-feira, nos Paços do Concelho.

A intervenção do novo presidente da Câmara encerrou a sessão e ficou marcada por duas palavras-chave: união e proximidade. “Procurarei um trabalho de equipa e proximidade, com todos os vereadores e todos os alcochetanos para dar corpo aos compromissos assumidos perante a população”, disse Fernando Pinto, depois de prometer total empenho na presidência da autarquia.

“Tudo farei em prol da nossa terra, para não defraudar as vossas expectativas”, vincou, reforçando que pretende desenvolver nos próximos quatro anos “um trabalho sério, rigoroso e profícuo” para as populações do concelho.

“Determinação, rigor e transparência” são os três eixos principais de acção definidos pelo socialista, no sentido de, justificou, “credibilizar” os órgãos municipais. Ao mesmo tempo, considerou que terá pela frente uma “tarefa hercúlea”, que exigirá “a participação de todos” os eleitos, sem excepção, bem como a “dedicação e empenho dos funcionários municipais”, a quem o socialista reconhece papel fundamental, salientando a importância de proporcionar motivação aos trabalhadores.

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O novo presidente da Câmara abriu ainda as portas à cooperação com “comerciantes e empresários” para, em conjunto, ser possível trilhar “o melhor caminho para contrariar o declínio económico-financeiro” no concelho. De igual forma, apontou a um trabalho conjunto com o associativismo, tendo em conta a forma como as instituições e associações locais servem de “pilar” ao sector da acção social.

“A partir de hoje serei o presidente de todos e com todos trabalharei”, disse a terminar, ouvindo, além dos aplausos de uma plateia que sobrelotou a Galeria Municipal dos Paços do Concelho, um especial incentivo. “Muito bem, força Fernando”, disse uma voz de muito tenra idade, que arrancou sorrisos entre os presentes.

Primeira medida e acordo com CDS/PSD

Após a cerimónia, em declarações ao DIÁRIO DA REGIÃO, Fernando Pinto revelou aquela que será a primeira medida a adoptar assim que assumir funções. “Será falar com todos os funcionários municipais, pois são eles a parte principal de uma organização desta natureza. O nosso caminho será aquele que os funcionários quiserem que seja. Queremos aproveitar o que de melhor cada um tem para dar”, revelou.

Quanto à estabilidade governativa no executivo, o socialista deixou antever que um entendimento com Vasco Pinto, vereador eleito pela coligação CDS/PSD, está praticamente consumado.

“Estamos a conversar com o líder da coligação CDS/PSD, Vasco Pinto, como poderia ser com qualquer outro. Mas acreditamos que Vasco Pinto reúne as condições e capacidade essenciais para se construir um ‘élan’ que possa servir melhor o desenvolvimento do concelho”, admitiu.

Vasco Pinto confirmou o estabelecimento de uma ponte com o PS. “Só falta ultimar pequenos pormenores. A breve trecho chegaremos a um entendimento”, anuiu o vereador eleito pela coligação CDS/PSD, sublinhando ao DIÁRIO DA REGIÃO que não exigiu qualquer pelouro na vereação no diálogo mantido com os socialistas. “Pelouros? Não fiz qualquer exigência. Mas há áreas com que me identifico mais, como o desenvolvimento económico, o turismo, a identidade local e a cultura”, frisou, acrescentando: “Mesmo que não tivesse sido convidado, teria sempre uma postura positiva e construtiva em prol dos interesses de Alcochete.”

O vereador eleito pelo CDS/PSD explicou ainda a disponibilidade manifestada para com a maioria socialista. “Conheço o Fernando Pinto há muitos anos e acredito que está aqui com as melhores intenções, como eu, em conseguir o melhor para Alcochete”.

Um dos pontos de convergência com os socialistas, fez ainda notar Vasco Pinto, passa pela diminuição dos vereadores a tempo inteiro na autarquia. “Passar de cinco para quatro vereadores a tempo inteiro é uma medida que nos agrada, porque há muito que defendemos a diminuição de encargos da Câmara neste particular”, finalizou.

Luís Franco renuncia… PS garante Mesa da Assembleia Municipal

Carlos Correia, Mário Catalão Boieiro e Teresa Condelipes Rei

Antes de se passar à instalação dos membros da Assembleia Municipal (a investidura da Câmara Municipal ocorreu primeiro), Fernando Leiria, presidente da Assembleia Municipal cessante, anunciou uma carta de denúncia de mandato de um dos eleitos da CDU. Luís Miguel Franco, ex-presidente da Câmara que havia concorrido como cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, apresentou a renúncia ao mandato de deputado municipal. Na missiva, Luís Franco justificou a decisão tomada com o exercício da actividade profissional que pretende abraçar em absoluto. A 13 de Junho, na sua página na rede social Facebook, já havia publicado uma foto anunciando que em Outubro voltaria a envergar o “traje judicial”.

A eleição da Mesa da Assembleia Municipal acabou por contar apenas com uma lista (A), apresentada pelos socialistas, que viria a ser aprovada com 14 votos a favor e 10 brancos. Mário Catalão Boieiro (PS) é o novo presidente do órgão, tendo sido eleitos ainda Carlos Correia (PS) como 1.º secretário e Teresa Condelipes Rei (PS) como 2.º secretário.

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