Portadores de boas notícias

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A realidade mostra, ensina que na «natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma». Esta é, aliás, a lei de Lavoisier sobre a matéria.
A natureza humana é matéria complexa. Sobre ela se tem ocupado as ciências e as filosofias mas até hoje a natureza humana parece residir na perspectiva de cada indivíduo, com o seu meio. Uma coisa é certa, neste processo evolutivo que já atravessou milénios é que se ignora o que verdadeiramente são os seres humanos.
A história mostrou já que a natureza humana foi capaz do melhor e do pior. Poderíamos dar muitos exemplos mas ficamos apenas pelo holocausto um dos piores exemplos da história contemporânea que dizimou milhões de seres humanos durante a segunda guerra mundial e, um bom exemplo, o fim da escravatura, a sua proibição, abolição a partir do Séc. XVIII, como libertação do ser humano em busca da sua liberdade individual. Uma conquista civilizacional pela dignidade da pessoa humana.
Hoje como desde então a dignidade da pessoa humana deve estar no centro das preocupações de todos e de todas que se proclamam da liberdade, da igualdade, da solidariedade, da justiça social. Somos individual e colectivamente responsáveis pela marcha do tempo na concretização daqueles valores que requerem uma identificação e práticas consentâneas que contribuam para uma intervenção modificadora da realidade sempre para melhor.
A realidade é o que é e não aquilo que gostaríamos que fosse. Realidade difícil aquela onde não se fala, vê, ouve, lê. Uns Mudos de medo, silenciados pelas dificuldades da vida, outros os obnibulados. Uns não podem outros não querem. É a vida.
Faltam portadores de boas notícias. O Futuro é o amanhã que se projecta, prevê, ambiciona, trabalha, tece, sonha hoje, confia. Viver no futuro é individual e colectivamente ter hoje e esperar mais e melhor da vida.
Haja portadores de boas noticias.

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