Órgãos autárquicos tomam posse em Grândola para um novo mandato

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A tomada de posse dos eleitos para a Assembleia Municipal e Câmara Municipal de Grândola realizou-se, esta quarta-feira, no Cine Granadeiro. Foram empossados os deputados eleitos pela CDU, PS, GM e PSD e os vereadores do novo executivo, de maioria comunista
 
Helga Nobre
Não há mudanças na liderança do elenco governativo na Câmara e Assembleia  Municipal de Grândola. As eleições do passado dia 1 de Outubro ditaram a vitória da CDU no concelho e a reeleição do gestor António Figueira Mendes na condução do executivo municipal e de Rafael Rodrigues, à frente da Assembleia Municipal de Grândola.
Durante a cerimónia, que se realizou no Cine Granadeiro, tomaram posse os 21 deputados municipais eleitos diretamente nas autárquicas para a Assembleia Municipal: 9 deputados da CDU, 7 do PS, 4 do GM e 1 do PSD.
Para o executivo da Câmara Municipal tomaram posse António Figueira Mendes (CDU) Fernando Sardinha (CDU) Carina Batista (CDU) e Ricardo Costa (CDU), os vereadores Aníbal Cordeiro e Ricardo Campaniço eleitos pelo PS e António Candeias, vereador eleito pelo GM.
Para o novo mandato, o presidente da Câmara Municipal de Grândola, António Figueira Mendes anunciou um programa ambicioso. “Temos um conjunto de obras que estão neste momento em concurso por isso em três meses temos de pôr em marcha todas essas obras mas depois temos de pensar num outro conjunto de projetos com candidaturas aprovadas e queremos resolver o problema da limpeza pública onde reconheço existirem problemas”, frisou o autarca que vai dar prioridade à construção da estrada para ligar a ZIL ao Itinerário Complementar 1.
“É uma obra fundamental porque a Lauak vai começar as obras no próximo ano e precisamos que esta via responda de imediato às necessidades dessa empresa e de mais um conjunto de outros projetos. É um investimento adiado desde o mandato anterior por falta de financiamento comunitário mas, neste momento, estamos em condições de, do ponto de vista do financiamento da Câmara, suportar a despesa com essa obra”, esclareceu.
Até 2018, o edil sabe que tem de preparar o concelho de Grândola para o conjunto de investimentos previstos que rondam os 200 milhões de euros. “Temos de estar preparados para ter mão de obra que satisfaça as necessidades dessas empresas. Sabemos que no concelho os recursos humanos são insuficientes e por se tratarem de investimentos com impacto regional as freguesias e os concelhos à volta também vão beneficiar”, adianta Figueira Mendes que vai apostar “na formação profissional” para “ocupar os postos de trabalho” que vão surgir e, assim, “mudar o paradigma do desenvolvimento em Grândola”.
O atual executivo quer ainda investir na habitação a custos controlados na freguesia do Carvalhal “para responder aos preços especulativos que são praticados naquela zona” cedendo terreno a uma cooperativa de habitação.
Questionado pelo Diário da Região em relação ao acordo que existia no anterior mandato com o eleito do movimento Grândola Melhor, o presidente da Câmara de Grândola diz que a “colaboração” vai manter-se “independentemente de ter ou não pelouros distribuídos ou a tempo inteiro” e acredita que o mesmo vai acontecer na Assembleia Municipal onde a CDU não tem maioria. “É preciso encontrar soluções para fazer passar documentos fundamentais”, concluiu o autarca.
A seguir à cerimónia, os eleitos participaram nos trabalhos da primeira sessão da Assembleia Municipal dando posse aos presidentes das Juntas de Freguesia e tendo eleito para a mesa os elementos da CDU, Rafael Rodrigues (Presidente da Assembleia), Elsa Maria Silva (1º secretário) e André Ventura (2º secretário).
Foi ainda feito um minuto de silêncio em memória das vitimas dos incêndios em Portugal.

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