Palmela instala novos órgãos autárquicos nesta quinta-feira

A Câmara Municipal de Palmela vai apresentar novas caras no executivo
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Eleitos para Câmara e Assembleia Municipal vão tomar posse no Cine-teatro S. João. Resultados de dia 1 vão obrigar a entendimentos da CDU com a oposição nos dois órgãos autárquicos. Definição da composição da Mesa da Assembleia Municipal pode ajudar a clarificar ADN de eventual geringonça

MÁRIO RUI SOBRAL

A cerimónia de tomada de posse dos autarcas eleitos para os órgãos Câmara e Assembleia Municipal, de Palmela, vai ter lugar na próxima quinta-feira, 19, a partir das 20h30, no Cine-teatro S. João.

Na Câmara Municipal vão ser empossados o presidente Álvaro Amaro e os vereadores Fernanda Pésinho, Adilo Costa e Luís Calha (eleitos pela CDU), Raúl Cristóvão, Pedro Taleço e Mara Rebelo (eleitos pelo PS), Paulo Ribeiro (PSD/CDS) e José Calado (MIM).

Na Assembleia Municipal serão empossados os 27 deputados eleitos directamente (12 da CDU, oito do PS, três da coligação PSD/CDS, dois do MIM e outros dois do BE), além dos quatro presidentes das juntas de freguesia do concelho (três da CDU e um do PS) por inerência.

Apesar de conseguir ganhar as eleições, tendo até reforçado a votação para a Câmara em relação a 2013 com mais 142 votos – para a Assembleia Municipal registou-se uma variação negativa de apenas 172 votos –, a CDU perdeu a maioria absoluta nos dois referidos órgãos autárquicos.

Este novo cenário de correlação de forças obriga a CDU a procurar entendimentos junto da oposição, quer na Câmara quer na Assembleia Municipal.

No primeiro caso, a CDU sabe que apenas necessitará de alcançar acordo com um eleito da oposição – o que permitiria assegurar a estabilidade governativa no executivo camarário – perfilando-se, assim, a coligação PSD/CDS ou o MIM (ambos elegeram um vereador) como possibilidades suficientes.

No segundo caso – e tendo em conta que a estabilidade governativa passa de igual modo pela Assembleia Municipal –, o cenário não muda muito de figura, já que à CDU bastará apenas acertar agulhas com a coligação PSD/CDS ou com o MIM ou ainda com o BE. É que, no total, neste órgão, a CDU conta com 15 mandatos em contraponto com os 16 da oposição (8 do PS, 3 da coligação PSD/CDS, 2 do MIM e 2 do BE). O cenário mais crível passará por um entendimento único que, desde logo, possa servir os objectivos da CDU nos dois órgãos autárquicos, condição que a coligação PSD/CDS e o MIM apresentam.

Cenário que, de resto, poderá ficar esclarecido na próxima quinta-feira, logo após a cerimónia de instalação dos órgãos, com a realização da primeira sessão da Assembleia Municipal onde deverá ficar definida a composição da Mesa deste órgão (presidente, 1.º secretário e 2.º secretário). A CDU, com Ana Teresa Vicente, foi a força mais votada, mas a oposição, em bloco, tem mais um mandato, o que significa que terá de haver uma concertação para que a autarca venha a manter a presidência no órgão para aquela força política.

CDU perdeu mais nas assembleias de freguesia

Onde a CDU mais baixou a votação foi nas assembleias de freguesia. No total, a CDU perdeu 385 votos em relação às autárquicas de 2013, passando de 32 mandatos para 26 (menos seis). O PS manteve os 19 que já detinha e a coligação PSD/CDS os mesmos seis conseguidos quatro anos antes. A diferença residiu no grupo de cidadãos MIM, que conquistou cinco mandatos, e na subida do BE (mais 310 votos) que lhe permitiu passar de um para dois mandatos.

A CDU acabou, assim, por perder a presidência da Junta na freguesia sede do concelho (Palmela) para o PS (maioria relativa) e passou de maioria absoluta para relativa na Junta de Freguesia da Quinta do Anjo. Manteve a maioria absoluta na Junta do Pinhal Novo (menos 49 votos do que em 2013) e na União das Freguesias de Poceirão e Marateca (menos 189 votos).

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