REGIÃO Poeiras do Norte de África chegam hoje e vão incomodar-nos até sábado

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Concentração de poeiras começa a entrar em Portugal esta quinta-feira e vai subir para Norte. Região Sul do país será a mais afectada. Autoridades pedem cuidado com crianças, idosos e pessoas de saúde mais vulnerável

Uma concentração de poeiras vindas do Norte de África entrará durante o dia desta quinta-feira (12) em Portugal continental, segundo o Instituto do Mar e da Atmosfera, o que pode implicar medidas de protecção reforçadas para as populações mais vulneráveis. O fenómeno deve afectar sobretudo a região Sul do país.

Segundo Patricia Gomes, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), de acordo com a informação disponível no final da manhã, estas poeiras vindas do Norte de África “entram na circulação de um anticiclone que está centrado na região de Cádis” e deverão subir por Portugal continental, podendo chegar até à Madeira.

Contudo, sublinhou a meteorologista, a camada de poeiras é pouco espessa e, mesmo podendo alastrar para Norte, a maior concentração será sempre na região Sul.

A especialista do IPMA disse ainda que estas poeiras deverão manter-se em Portugal continental até meio do dia de sábado.

Numa nota disponível no site da Direção-Geral da Saúde (DGS) a propósito da poluição atmosférica, as autoridades já tinham alertado para “uma persistência das condições meteorológicas desfavoráveis à dispersão dos poluentes, nos próximos dias, com efeitos adversos na qualidade do ar, e a ocorrência de eventos naturais de partículas nas regiões do Alentejo e Algarve”.

Na mesma informação, recordam que nos últimos dias foram excedidos o limiar de informação ao público do ozono e os valores-limite de dióxido de azoto e partículas em suspensão nalgumas zonas do território do continente.

Atribuindo a situação às condições meteorológicas e à influência dos incêndios florestais, as autoridades lembram que esta libertação de poluentes para a atmosfera tem efeitos na saúde humana, sobretudo nas populações mais vulneráveis: crianças, idosos, grávidas, pessoas com problemas respiratórios crónicos e doentes do foro cardiovascular.

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