Fundação COI, no Pinhal Novo, dá a conhecer respostas sociais à comunidade

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‘De mãos dadas com a solidariedade’ é o lema da Fundação COI. Está ao serviço da comunidade há 35 anos

A Fundação COI abriu as suas portas à população do Pinhal Novo, no último sábado, numa sessão comemorativa do Dia Europeu das Fundações e dos Doadores. Foi a primeira vez que a instituição aderiu a essa iniciativa que deu a conhecer o seu trabalho de serviço social. Ao DIÁRIO DA REGIÃO, Mara Rebelo, vogal do Conselho de Administração da Fundação COI, explicou que “é muito importante passar a palavra” sobre os serviços disponibilizados, uma vez que há muita “pobreza envergonhada”.
Durante a sessão houve um momento musical e a transmissão de dois vídeos. Um explicou o conceito de economia social e o outro mostrou as valências que constituem a Fundação COI e como as mesmas foram surgindo de acordo com o evoluir das diferentes necessidades. Algumas funcionárias deram o seu testemunho, realçando as relações interpessoais que se vão criando. “É um mundo tal que nos apaixona, só queremos dar mais”. “Os meninos que entram nesta casa nunca se esquecem”. Estas foram algumas das frases ouvidas. Quanto aos beneficiários dos apoios sociais, um utente do Lar de Crianças e Jovens falou sobre a importância de residir no mesmo, até porque conseguiu entrar no ensino superior. Carlos Taleço, presidente do Conselho de Administração da Fundação COI, manifestou a responsabilidade sentida, não só ao nível dos apoios sociais, mas também ao nível da manutenção dos empregos. A instituição emprega 180 funcionários, cada vez mais especializados.
A iniciativa terminou com um momento musical realizado por monitores e utentes, demonstrando o ambiente familiar e de afecto que se vive na instituição. Mara Rebelo também falou sobre esse ambiente de união ao DIÁRIO DE REGIÃO, sublinhando o espírito de voluntariado existente na instituição e a vontade de “servir as pessoas”. Segundo a mesma, e no que diz respeito à empregabilidade, “há uma responsabilidade acrescida e uma gestão séria”. Recorrendo à palavra “orgulho”, uma vez que a Fundação COI já é uma das maiores entidades empregadoras do concelho de Palmela, descreveu a instituição como “estruturada, forte e sustentada. Sólida e reconhecida nacional e internacionalmente pelo papel que desempenha”.

Intervenção diversificada

A entidade começou por ser um Centro de Ocupação Infantil, daí hoje chamar-se COI, registada como associação de solidariedade social, em 1981. Já constituída por outras valências, ganhou o estatuto de fundação em 2006. Hoje, a Fundação COI desenvolve o seu trabalho ao nível das seguintes áreas: apoio social (Casa Abrigo Dolores), apoio à família (creche, pré-escolar, primeiro ciclo do ensino básico, actividades de tempos livres), apoio aos idosos (residência, serviço domiciliário), apoio à deficiência (lar residencial, residência autónoma, centro de actividades ocupacionais), acolhimento de infância e juventude (centros de acolhimento temporário, lar de crianças e jovens), apoio à comunidade – inserção social (gabinete de apoio à comunidade, rendimento social de inserção, loja e cantina social, comunidade de inserção, alojamento de emergência, gabinete de psicologia, banco alimentar, centro de apoio familiar e aconselhamento parental) e gabinete de apoios especializados (serviço social, psicopedagogia, psicologia). Já os seus meios de sustentabilidade são os seguintes: Banco de Ajudas Técnicas, Clínica Clinicoi, Quinta Pedagógica Casa Amarela e Farmatural, local de venda de medicamentos não sujeitos a receita médica, de dermocosmética, puericultura e dietética.

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