Catarina Martins acredita que BE pode eleger mais vereadores na Margem Sul

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Coordenadora afirma que “a força do bloco vai melhorar a vida das pessoas,  em cada freguesia e em cada concelho”

 

No jantar distrital do Bloco de Esquerda (BE), que decorreu na passada segunda-feira à noite, 25, no Restaurante ‘O Quintal’, em Setúbal, Catarina Martins enalteceu “o excelente trabalho autárquico feito na Margem Sul”, mostrando-se muito confiante na eleição de mais vereadores do BE nas várias autarquias. “No dia 1 de Outubro, podemos juntar força a esta força e estou
confiante que teremos mais vereadores nas autarquias, com o Luís Cordeiro no Seixal, Joaquim Raminhos na Moita, a Joana Mortágua em Almada, o Mário Durval no Barreiro, e Cipriano Pisco, no Montijo”, disse.

A coordenadora do BE Catarina Martins começou por lembrar que o dia de campanha teve início no Vale da Amoreira, na Moita e no Bairro da Bela Vista, em Setúbal, “sinal claro de que ninguém fica para trás. Não podemos aceitar que haja bolsas de exclusão permanentes”, daí a defesa do direito a uma habitação condigna. “Temos pessoas a viver em condições de miséria, outras à espera de casa e é urgente uma intervenção pública para acabar com a lei dos despejos de Assunção Cristas”, atirou.

No discurso, Catarina Martins exigiu “transportes públicos colectivos de qualidade, que sirvam toda a gente e ainda apoios sociais às crianças, idosos e
pessoas com deficiência”. A coordenadora bloquista frisou que a grande escolha do BE é a devolução do rendimento às famílias. “A grande lição que se
tira é que nenhum país fica melhor, senão respeitar os salários, as pensões e a criação do emprego. E é esta força de fazer o melhor que queremos trazer
para as autarquias. Conhecem o BE e sabem que cada voto confiado ao BE é uma voz em nome de quem tem menos, é a força para melhorar a vida
concreta das pessoas, um compromisso de fazer um concelho
mais igual”, apelou.

 

Sandra Cunha defende que é urgente “virar a página das maiorias absolutas”

Já Sandra Cunha aproveitou a ocasião para tecer duras críticas ao PSD e CDS-PP e às maiorias absolutas. “Basta andar na rua para perceber que PSD e CDS se estão a candidatar ao prémio-mor de hipocrisia política. Aqueles que mais impostos aumentaram, vêm prometer a redução da taxa máxima de IMI e a devolução do IRS. Escutamos na rua o lamento que as maiores absolutas não são a solução”, acrescentando que o aumento do salário mínimo e das pensões são frutos da acção do BE.

A candidata do BE à Câmara de Setúbal reiterou que no toca à habitação, “há uma Setúbal que a gestão camarária quer varrer para debaixo do tapete, a Setúbal dos bairros degradados e sem saneamento básico, mas que pagam IMI”, como o Vale da Rosa, o Bairro do Forte da Belavista e o Bairro da Liberdade. Sandra Cunha defendeu o desenvolvimento de um programa de requalificação urbana e constituição de uma bolsa de arrendamentos controlados para a fixação de jovens.

Relativamente ao plano da mobilidade, Sandra Cunha foi clara. “Os transportes tornaram-se o grande tabu desta campanha. A CDU e a presidente Maria das Dores Meira ainda não responderam ao que vai acontecer em 2019, quando acabar o contrato de concessão com a TST. O BE defende a constituição de um operador municipal ou inter-municipal”, explicou.

Além de Catarina Martins e Sandra Cunha, o evento contou com as intervenções de Joaquim Raminhos (vereador da Moita) e Rosário Amaral, candidata à Assembleia Municipal de Setúbal, antecedidas por um momento musical da responsabilidade de Ezequiel Ferreira.

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