Península de Setúbal inserida na região do País que registou mais casos de hepatite A

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Dados da Direcção-Geral da Saúde revelam que a região de Lisboa e Vale do Tejo registou 70% dos casos. Maioria dos infectados são homens (87%). Relações sexuais apontadas como principal causa de contágio

A região de Lisboa e Vale do Tejo, onde se integram os nove municípios que compõem a península de Setúbal, registou a esmagadora maioria (70%) de casos notificados de hepatite A no País desde o início deste ano.

Segundo o mais recente balanço divulgado esta quinta-feira pela Direcção-Geral da Saúde (DGS), Portugal tem 471 casos confirmados de hepatite A, num total de 493 notificados, desde 1 de Janeiro de 2017, o que significa que cerca de 345 dos casos notificados foram registados na região de Lisboa e Vale do Tejo.

De acordo com os dados da DGS, disponíveis no ‘site’ daquela entidade, dos 493 casos notificados, a grande maioria (87%) diz respeito a homens e em mais de metade (52%) o contágio deu-se por contacto sexual, tendo em 26% dos casos a doença “sido adquirida por via desconhecida”.

Há um mês, Portugal tinha 435 casos confirmados de hepatite A, num total de 454 notificados desde o início deste ano.

A DGS, tendo em conta o surto de hepatite A, reforçou da vacinação antes dos grandes festivais de Verão e aconselhou a adopção de medidas de prevenção durante estes eventos e, após, a vigilância de sintomas compatíveis com os da hepatite A. Em Maio, a DGS actualizou a norma sobre a hepatite A e os viajantes deixaram de precisar de submeter o pedido de vacinação à referida entidade, bastando ter a prescrição do médico. Em Abril, com o País em pleno surto de hepatite A, os viajantes com destino a países endémicos para a doença só eram elegíveis para vacinação a título excepcional e o médico prescritor da vacina tinha de contactar previamente a autoridade de saúde.

Esta medida prendeu-se, na altura, com uma necessidade de controlar o ‘stock’ de vacinas, de modo a que chegassem aos grupos prioritários, como contactos íntimos ou familiares de infectados e homens que têm sexo com homens de forma desprotegida. No que respeita a estes grupos prioritários continua a não ser necessária qualquer validação da vacina por parte da DGS, sendo a imunização gratuita, a cargo do Serviço Nacional de Saúde.

Segundo a DGS, desde 3 de Abril foram administradas cerca de três mil vacinas, das quais 80% na região de Lisboa e Vale do Tejo, a quase totalidade em contexto de pré-exposição.

A hepatite A é, geralmente, benigna e a letalidade é inferior 0,6% dos casos. A gravidade da doença aumenta com a idade, a infecção não se torna crónica e dá imunidade para o resto da vida.

DIÁRIO DA REGIÃO com Lusa

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