Sindicato critica redução de carreiras na ligação entre Barreiro e Lisboa

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A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) lamentou ontem a “redução de cinco carreiras” na Soflusa, que faz a ligação fluvial entre Barreiro e Lisboa, referindo que “este não é o caminho a seguir”.

“A Soflusa anunciou um novo horário, que contempla a redução de cinco carreiras entre as duas margens, isto depois de um anúncio de 10 milhões de euros para recuperação da frota, mas que pelos vistos foi apenas um anúncio porque, na prática, o que os utentes têm agora é menos carreiras”, refere a Fectrans em comunicado.

A federação salienta que, com esta alteração de horário, a empresa Soflusa está a “preparar a redução de um turno de serviço”.

“É esta a forma que encontraram para responder ao problema da falta de trabalhadores. Em vez de os admitir, reduzem-se carreiras e com isso acaba-se a necessidade de novos trabalhadores”, frisa.

No documento, a Fectrans acusa o Governo de “fazer de conta” que está a resolver os problemas.

“Este não é o caminho a seguir. O que é preciso é recuperar a frota, admitir trabalhadores que faltam e montar uma oferta de serviço público que responda às necessidades dos utentes”, refere.

O deputado do PSD Bruno Vitorino, eleito por Setúbal, também já tinha criticado o fim das carreiras nas horas de ponta da manhã entre o Barreiro e Lisboa.

“É uma vergonha o que se está a passar. Em vez de arranjarem os barcos avariados para realizarem as travessias previstas, reduzem as carreiras. E assim se resolve a falta de embarcações”, diz o deputado, em comunicado enviado à Lusa.

Fonte oficial da administração da empresa, contactada pela Lusa, refere que têm procurado ultrapassar as “dificuldades criadas nos últimos anos com desinvestimento em manutenção da frota e venda de um navio”.

“Neste sentido, este ano já foram intervencionados mais navios até Setembro do que nos últimos anos. Apesar de estarem actualmente seis navios a efectuar as ligações na hora de ponta da manhã, existem alguns horários que ainda não foi possível retomar por falta de frota”, explica a Soflusa.

Segundo o documento, o Conselho de Administração da Soflusa tem como objectivo promover um melhor serviço aos utentes e garantir “uma regularidade de 10 em 10 minutos e sem supressões de carreiras através deste novo horário”.

“Não existiram supressões desde a entrada em vigor do novo horário”, conclui.

Lusa

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