MONTIJO | Câmara abateu mais de um terço da dívida em quatro anos

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Prazo médio de pagamentos a empreiteiros e fornecedores baixou para apenas dois dias. Dados referentes ao primeiro semestre deste ano indicam redução de 818 mil euros do endividamento

Nuno Canta revelou o relatório financeiro, elaborado por um auditor externo à autarquia, referente ao primeiro semestre deste ano, realçando que ao longo deste mandato o endividamento do município foi reduzido em mais de um terço. A situação económica da Câmara é “estável e muito positiva” disse o presidente da Câmara ao apresentar o documento no decorrer da reunião do executivo, na passada quarta-feira, destacando a redução continuada da dívida municipal.

“Durante o primeiro semestre de 2017, o endividamento municipal foi reduzido em 818.727,62 euros, o que representa, face às contas a 31 de Dezembro de 2016, uma redução de nove por cento”, revelou o autarca socialista, sublinhando a evolução da saúde financeira da autarquia nos últimos anos. “Comparando este indicador com as contas a 31 de Dezembro de 2013, no início do presente mandato verifica-se uma redução do endividamento em 33 por cento, ou seja, o município do Montijo reduziu em mais de um terço o seu endividamento, excluindo ainda destas contas o pagamento integral do Plano de Apoio à Economia Local [PAEL] contraído em 2012”, adiantou.

Outro dos dados que mereceu particular destaque do presidente da Câmara foi o da redução do prazo médio de pagamento para dois dias, que, afirmou, “no início do mandato era de 72 dias”.

“O rigor da gestão em manter um prazo médio de pagamento reduzido representa um incentivo forte na confiança dos agentes económicos e da economia local. O pagamento a tempo e a horas representa uma aposta ganha numa gestão municipal de rigor e de transparência dos dinheiros públicos”, salientou.

Quanto à despesa, comparativamente com o período homólogo de 2016, registou-se “um aumento global de 419 mil euros, sendo que a despesa com investimentos executados no concelho teve um incremento de 223 mil euros”.

Em termos de receita, o socialista realçou que se verificou “um aumento global de 21 por cento, devido à aplicação do saldo de gerência de 2016, que foi superior ao saldo aplicado no ano anterior; ao aumento da arrecadação de receita do IMT; e ao aumento de receita proveniente de juros de impostos municipais de anos anteriores efectuado pelo Governo”.

“De acordo com o relatório apresentado pelo Revisor Oficial de Contas, a situação económica e financeira do município do Montijo é estável e muito positiva, com redução efectiva do endividamento da entidade, com aumento da capacidade de resposta a contingências extraordinárias e da capacidade de investimento”, concluiu Nuno Canta.

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