PS promete pavilhão na Secundária de Palmela dentro de dois anos

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Socialistas propõem também devolver às famílias 5% de IRS e um orçamento participativo deliberativo

O PS promete construir um pavilhão desportivo na Escola Secundária de Palmela, no prazo máximo de dois anos. Raúl Cristóvão, cabeça-de-lista à Câmara de Palmela nas eleições de 1 de Outubro, fez a promessa na Casa Mãe da Rota dos Vinhos, no último sábado, durante a apresentação do programa eleitoral do partido.
“A Escola Secundária de Palmela vai ter um pavilhão nos próximos ano e meio, dois anos, se nós ganharmos a Câmara”, garantiu Raúl Cristóvão. “Não é uma obrigação, é um dever”, acrescentou o professor, lembrando que o problema existe desde 2009. O pavilhão tem sido reivindicado ao Governo pela maioria CDU que gere o município. Na semana passada, foi aprovada, por unanimidade, uma moção pela inclusão da obra no Orçamento de Estado de 2018. Além de Palmela, Raúl Cristóvão considera que a Marateca e o Poceirão também necessitam de um espaço desportivo coberto.
Raul Cristóvão, fala em melhorar a deslocação dentro do concelho, melhorar o recreio das crianças, criar um ‘simplex autárquico’, dinamizar culturalmente o centro histórico, divulgar o concelho internacionalmente e colocar sinalética turística. “Queremos fazer do concelho de Palmela um grande centro turístico da Península de Setúbal” foi uma das afirmações do candidato mais aplaudidas.
As principais propostas do PS são alargar o horário de funcionamento dos estabelecimentos do pré-escolar da rede pública sem encargos adicionais para as famílias, aplicar o IMI familiar e devolver 5% do IRS às famílias, construir um pavilhão multiusos para o desporto e grandes eventos, criar o Cartão Municipal do Bombeiro e desenvolver um programa de bolsas de estudo universitárias, com parcerias com empregadores locais, com a finalidade de fixar jovens e criar empregos. O programa socialista prevê ainda desenvolver um programa de oferta de manuais escolares para os quinto e sexto anos de escolaridade, a partir de 2018, distribuir pequenos-almoços gratuitos para todas as crianças até ao final do primeiro ciclo, melhorar a higiene e limpeza dos espaços públicos, implementar o orçamento participativo com carácter deliberativo, destinando a cada freguesia um investimento de 250 mil euros, e implementar medidas de mobilidade verde (uso de bicicletas, veículos eléctricos, incluindo a frota municipal).
José Carlos Sousa, cabeça-de-lista à Assembleia Municipal de Palmela, afirmou-se defensor de “um concelho com capacidade negocial e de influência junto dos diferentes poderes”. Segundo o mesmo, “isso faz-se colaborando e não dificultando intervenções e resoluções”.
O candidato, que já foi vereador e é deputado municipal, quer mais capacidade interventiva e diz que Assembleia Municipal “está completamente amorfa”, “não decide completamente nada que não tenha sido decidido já antes”. José Carlos Sousa defendeu a necessidade de mais reuniões entre os elementos das comissões, de assembleias descentralizadas e da abordagem de temas nacionais que tenham peso no território e criticou a postura da maioria CDU de não resistir a “dar uma espetadelazinha no Governo central”.
Tiago Fortuna, ex-aluno de Raúl Cristóvão e mandatário para a Juventude, falou de algumas medidas que o fazem sentir um “orgulho imenso”, como a criação de um gabinete de apoio às vítimas de discriminação, apoio a comunidades estrangeiras e a refugiados. Para Tiago Fortuna, que defendeu melhores acessos para pessoas de mobilidade reduzida, é importante que qualquer pessoa que venha morar para Palmela se sinta integrada.
A apresentação do programa do PS, que está disponível em despertarpalmela.pt, contou com as presenças do mandatário da candidatura, António Correia, e dos cabeças-de-lista às Freguesias, Bruno Grazina (Pinhal Novo), Fernanda Esfola (Marateca e Poceirão), Jorge Mares (Palmela) e Ricardo Marques (Quinta do Anjo).

Sebastião Fortuna, a “estrela” da tarde

Além dos candidatos, também Sebastião Fortuna foi aplaudido de forma calorosa. Presente na iniciativa na qualidade de munícipe, o pintor octogenário fez um discurso que mereceu a atenção de todos. Deixou alguns conselhos, não por ser um político, mas por ser um “idealista”, como se definiu.
“Se mudarem os políticos, mas não mudarem as mentalidades, não vale de nada. É preciso ter coragem para incomodar a população da nossa região, para que abra os olhos, veja e sinta que somos uma região de grande potencial de riqueza, mas que está muito mal aproveitado. Vocês, se forem para lá, não é para mandarem na população, é para servirem a população, porque para mandar estão as ordens que vêm de cima. É preciso ser-se simples, transparente e prudente.”, foram alguns do conselhos de Sebastião Fortuna.

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