Vitória FC vence SC Braga no Bonfim por 2-0

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Vitorianos e bracarenses entraram para este jogo, no Estádio do Bonfim, dispostos a deixarem uma imagem mais consentânea com o seu real valor, situação que não ficou patente nas quatro jornadas anteriores, nas quais a equipa de Setúbal apenas averbou uma derrota, é verdade, e mesmo essa em Alvalade, nos momentos finais, e de grande penalidade, mas carregava sobre si três penalizadores empates, para os quais contribuiu, essencialmente, o fraco índice de eficácia dos seus finalizadores.

Repare-se, por mera curiosidade, que o seu adversário partiu para esta jornada da Liga Nós mais derrotado (duas vitórias e duas derrotas) e, mesmo assim, averbava o dobro dos pontos. O Vitória com três; o Sporting de Braga com seis. Por aqui se vê quão penalizador é cada empate.

Cientes de que o rendimento das suas equipas não estava a ser o melhor, José Couceiro e Abel Ferreira tentaram assentar o jogo das suas equipas logo a partir do primeiro lance, de modo a surpreenderem-se mutuamente. Mas foram os minhotos a entrar melhor no jogo, denotando, no entanto, uma ineficácia gritante por parte dos seus avançados, com Paulinho e Ricardo Horta a falharem golos cantados.

Todavia, também na sua rectaguarda a equipa bracarense cometeu erros infantis, dos quais se viria, e de que maneira, a aproveitar a equipa de José Couceiro. Aos 24 minutos o guarda-redes cometeu grande penalidade sobre Vasco Fernandes que Gonçalo Paciência viria a transformar no primeiro golo vitoriano. Dois minutos volvidos, Bruno Viana (Braga) perdeu uma bola em espaço proibido em favor de Gonçalo Paciência, aproveitando este para isolar João Amaral e o 2-0 estava feito. Grande desilusão para os comandados de Abel Ferreira que de dominadores no plano estratégico, passaram, no curto espaço de dois minutos, a dominados no plano prático que, final, é como se constroem os resultados.

Perdido por perdido, o técnico dos bracarenses lançou na partida João Carlos Teixeira, Hassan e Vukcevic, homens rápidos e de ataque, e a sua equipa lançou-se na frente na procura de um eventual milagre. Contudo, o tempo passava e o golo não aparecia, pelo que o Vitória, aos poucos, passou a ficar mais confortável no jogo, em paralelo com a descrença do seu adversário. E ainda houve tempo para José Couceiro dar minutos a José Semedo, num jogo em que o Vitória ‘matou o borrego’, como se diz na gíria, já que há quase dez anos que não se com seguia sobrepor ao Sporting de Braga.

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