Primeira colocação no Politécnico de Setúbal cresce 18% com mais 800 alunos

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Taxa de colocação aumenta de 60% para os 70% e deve permitir total de 6 mil alunos no IPS. Novos alunos, no conjunto de todas as fases de ingresso, devem ser mais de dois mil. 13 cursos do IPS ficaram com vagas totalmente preenchidas. Licenciaturas em Saúde, Informática e ciências sociais e empresariais são as mais procuradas

 

O Instituto Politécnico de Setúbal (IPS) vai receber 833 novos estudantes neste novo ano lectivo, de acordo com os resultados já conhecidos da primeira fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior (CNA) para 2017/2018, o que perfaz uma taxa de colocação de 70%, a ultrapassar a registada em 2016/2017, que foi de 60%.

Os dados, revelados na madrugada deste domingo (10), mostram um crescimento de 18% face ao ano anterior, um número superior quando comparado com as colocações a nível nacional, que subiram 5%, e com as colocações no ensino superior politécnico, cujo incremento se situou nos 8%.

Os dados revelam ainda que 13 cursos de licenciatura do IPS preencheram a totalidade das vagas disponíveis, mais três do que no ano anterior, continuando a ser as áreas da saúde, de informática, das ciências sociais e das ciências empresariais a ter a procura mais elevada por parte dos candidatos.

O Concurso Nacional de Acesso, distribuído por três fases, é uma das formas de ingresso no ensino superior, a que se juntam os regimes especiais de ingresso, cujos resultados serão conhecidos até ao final desta semana.

No conjunto destas diferentes formas de ingresso e com a recepção, esta segunda-feira, de mais de 100 estudantes internacionais, o presidente do IPS espera acolher este ano mais de 2000 novos estudantes e atingir um total geral de cerca de 6 mil estudantes neste ano lectivo.

“Face ao número de candidatos existente, que registou um crescimento elevado face a 2016, esperamos preencher as vagas na quase totalidade das licenciaturas, bem como nos cursos técnicos superiores profissionais e mestrados”, disse Pedro Dominguinhos ao DIÁRIO DA REGIÃO.

A segunda fase do Concurso Nacional de Acesso inicia-se esta segunda-feira, dia 11, prologando-se até dia 22 de Setembro.

 

PRESIDENTE DO IPS SATISFEITO COM RESULTADOS

“Os números revelam aumento da confiança no nosso projecto científico-pedagógico”

O presidente do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), Pedro Dominguinhos, mostra-se bastante satisfeito com os resultados alcançados pela instituição nesta primeira fase de colocação, concluindo “revelam um incremento da confiança dos estudantes e das famílias no projecto científico-pedagógico” do IPS.

“Nos últimos anos, fruto das alterações económicas e também do aumento do número de anos da escolaridade obrigatória, temos assistido a um incremento da procura dos estudantes pelo ensino superior, o que potencia a atracção de mais candidatos para todas as instituições. Neste sentido, o IPS beneficia deste contexto favorável. No entanto, o crescimento sustentado de colocados no Politécnico de Setúbal, que passaram de 552 para 833 nos últimos três anos, bem como aqueles que o escolhem como primeira opção, com valores acima da média nacional e do ensino superior politécnico, revelam um incremento da notoriedade e credibilidade junto da sociedade.”, disse Pedro Dominguinhos ao DIÁRIO DA REGIÃO.

O presidente da instituição acrescenta que estes resultados são “o reflexo de uma estratégia assente em três pilares fundamentais: uma relação muito próxima com as escolas secundárias e profissionais; uma aposta em metodologias pedagógicas mais activas e em laboratórios modernos e actualizados tecnologicamente; uma interacção muito forte e estreita com empresas e demais organizações”.

“Esta estratégia tem permitido aumentar o sucesso escolar, garantir uma elevada inserção profissional dos diplomados, bem como a aprovação de mais de 20 projectos, nacionais e internacionais, que o IPS está a desenvolver actualmente, a par de um volume significativo de prestação de serviços na área da educação, como a formação de 15 mil professores em Angola, a participação no projecto do Ministério da Educação relacionado com o ensino da programação e reforço das competências digitais.”, conclui Pedro Dominguinhos.

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