Agricultores de Setúbal pedem ajuda ao Governo devido à seca

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Associação de Agricultores do Distrito reclama medidas de apoio excepcional porque seca severa e extrema tem causado grandes prejuízos

 

A Associação dos Agricultores do Distrito de Setúbal (AADS) reclama do Ministério da Agricultura medidas excepcionais de apoio devido à seca severa que atinge o país.

Numa nota divulgada na semana passada, a associação realçou que a seca severa e extrema tem causado grandes prejuízos aos agricultores, situação que “não se compadece com medidas rotineiras e insuficientes”.

Neste sentido, estes agricultores reclamam medidas excecionais como o reembolso sobre os custos acrescidos com a energia elétrica derivados da situação de seca, a isenção temporária do pagamento das taxas dos recursos hídricos e um apoio financeiro ou em géneros para a alimentação animal.

A 19 de julho, a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) defendeu que o Governo deve pedir a ajuda do Fundo Europeu de Solidariedade também para responder aos prejuízos causados pela seca, além da candidatura já avançada para os incêndios.

Entretanto, a 07 de agosto, o Governo garantiu ter medidas de apoio aos agricultores afetados pela seca, como pagamento antecipado de apoios, autorização para animais pastarem em áreas interditas e reabertura de candidaturas para captação de água para o gado.

O Ministério afirmou já ter determinado ao Instituto de Financiamento da Agricultura e Pescas (IFAP) a antecipação do pagamento de cerca de 400 milhões de euros para a segunda quinzena de outubro, prazo mais curto autorizado pela regulamentação comunitária.

Quase 79% de Portugal continental encontrava-se em julho em situação de seca severa e extrema, segundo o boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que caracterizou aquele mês como “quente e muito seco”.

O boletim indica que no final do mês de Julho 78,8% de Portugal continental estava em seca severa (69,6%) e extrema (9,2%).

Lusa

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