Autoeuropa alcança acordo com trabalhadores

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Fábrica de Palmela vai pagar 175 euros acima do previsto na lei para trabalho por turnos. Comissão de Trabalhadores já se pronunciou, mostrando-se agradada com as condições. Greve anunciada para 30 de Agosto deverá ficar sem efeito

O acordo laboral para o trabalho por turnos na Autoeuropa prevê um pagamento de 175 euros acima do valor previsto na lei e um acréscimo de pelo menos 16% no rendimento dos colaboradores abrangidos, anunciou ontem a empresa. A Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa manifestou-se favoravelmente sobre o pré-acordo e lembra que sempre privilegiou o diálogo na empresa. Assim, tudo indica que a greve marcada para 30 de Agosto pelos trabalhadores deverá ser anulada.

“O acordo de princípio prevê um pagamento mensal de 175 euros adicional ao previsto na lei, 25% de subsídio de turno, e a atribuição de um dia adicional de férias. Estas medidas representam um incremento mínimo de 16% no rendimento mensal dos colaboradores abrangidos por este modelo de trabalho”, revelou a empresa em comunicado.

Além da compensação monetária, o acordo alcançado prevê uma redução do horário de trabalho semanal para 38,20 horas. “A fábrica estará em produção seis dias, com três turnos diários, uma folga fixa ao domingo e outra rotativa ao longo da semana. Esta organização do trabalho reduz as horas trabalhadas por colaborador, visto que a média de horas de trabalho semanal é inferior a 40 horas”, acrescenta a empresa, adiantando que o acordo será colocado à votação dos trabalhadores já nesta sexta-feira, 28.

A administração da Autoeuropa considera que os termos do acordo “defendem a sustentabilidade da empresa e ao mesmo tempo asseguram a estabilidade dos postos de trabalho dos seus colaboradores”.

A empresa adianta ainda que produzirá mais de 200 mil veículos em 2018, quase triplicando a produção atingida em 2016, o que implicou a decisão de abertura de um sexto dia de produção. Para fazer face ao crescimento previsto para 2018, a Autoeuropa, de acordo com o comunicado, “está a contratar cerca de dois mil colaboradores, dos quais 750 são para implementar um sexto dia semanal de produção”.

Também em comunicado, a Comissão de Trabalhadores diz que sempre “privilegiou o diálogo” e salienta a importância dos valores agora propostos pela administração da Autoeuropa. Para a Comissão de Trabalhadores, trata-se de uma matéria que “tem impacto na vida dos trabalhadores” e que “garante o futuro, a manutenção e a criação de aproximadamente dois mil postos de trabalho”.

Os trabalhadores da Autoeuropa tinham anunciado um pré-aviso de greve para 30 de Agosto, devido à falta de entendimento sobre a remuneração do trabalho por turnos, que deverá ficar sem efeito face ao acordo divulgado esta quinta-feira.

DIÁRIO DA REGIÃO com Lusa

4 comments

  1. Completa mentira, porque não vão à porta da Autoeuropa ouvir os trabalhadores, isso de meter o que a administração envia é muito mau. Só hoje está a votação o horário “ilegal” de trabalho.

  2. Só em 1 sabado ganho eu 115€,agora iria passar a ganhar 175€ por 4 sabado..
    Posso ser colaborador,mas não parvo.
    Quem quiser que os faça.

    1. Pois é, o que o Carlos se está a esquecer de dizer é que esse sábado que faz é pago como overtime, o que não acontece neste caso, uma vez que somente trabalha 5 dias por semana. O senhor e outros como senhor que se queixam de barriga cheia das condições que lhe oferecem deveria trabalhar noutra empresa… Talvez assim conseguisse dar valor ao que tem… Mas não se preocupe por este andar com promessas de greve e afins pode ser consigam estourar com AE assim como outros já acabaram com outras grandes empresas. Talvez nesse dia consiga acordar e perceber a sorte que um dia teve. Boa sorte!

      1. Se preferir pode ir para lá trabalhar caro João, ao longo dos anos tem se perdido condições e mais condições para ajudar uma empresa que no final da lucro de biliões, não nos querem dar migalhas porque acham muito e nos temos de aceitar tudo e mais alguma coisa por causa da empresa… Se nos exigem qualidade… Nos também exigimos ! Ao longo destes 25 anos temos perdido condições a pensar na empresa, mas já chega ! Chega de trabalhar para uma empresa que não nos da valor !

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