Candidato do Bloco de Esquerda quer “romper com o marasmo” em que Sines mergulhou

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Vítor Pereira, vai ser o candidato do Bloco de Esquerda (BE) à presidência da Câmara Municipal de Sines, nas eleições autárquicas de 01 de outubro. A candidatura foi apresentada esta segunda-feira.

Helga Nobre

É a primeira vez que Vítor Pereira, de 46 anos, natural de Santarém, integra uma candidatura às eleições autárquicas e fá-lo em nome da necessidade “de romper com o marasmo” em que Sines e o concelho “têm estado mergulhados”.

O cabeça de lista do Bloco de Esquerda, que não se apresentava nas eleições autárquicas desde 2009, candidata-se como independente. “Deram-me a oportunidade de reunir um grupo consensual em várias áreas e é com esse grupo, a maioria independente, que estamos a construir o nosso projeto” que incide “na melhoria das condições” para a população.

“O nosso compromisso é com as gentes de Sines (…) são as pessoas que merecem toda a atenção, visibilidade, respeito e dignidade”, afirmou o candidato, bombeiro há 29 anos e comandante dos BV de Sines.

A viver em Sines, desde 2013, Vítor Pereira, não está sozinho na corrida eleitoral. A seu lado, apresenta-se Isilda Silva, 49 anos, que concorre em segundo lugar na lista à CM de Sines e Assunção Duque, 69 anos, que se candidata à Assembleia Municipal de Sines.

A mobilidade e o ambiente são as prioridades da candidatura do Bloco de Esquerda que quer combater as desigualdades e que defende mais transparência, um desenvolvimento económico sustentável e uma cidade
inclusiva.

“Propomos a garantia da qualidade dos serviços de transporte adequando os horários, percursos mais alargados e a preços acessíveis; a abertura de um terminal rodoviário por forma a garantir a ligação direta à estação ferroviária de Grândola, para acesso ao comboio intercidades proporcionando mais alternativas de transporte e de destinos finais; abolir barreiras, promovendo o livre acesso a todos os transeuntes e criar trilhos pedestres por zonas protegidas junto ao mar do norte”, elencou o cabeça de lista que trabalhou cerca de 14 anos na área da manutenção industrial, enquanto supervisor de produção na unidade fabril da Autoeuropa.

O candidato, que apresentou um conjunto de dezasseis propostas para revitalizar o concelho, quer ainda implementar um orçamento participativo, tornar público o estado das finanças da autarquia, exercer um controle apertado aos limites de emissões de poluentes por parte das empresas, elaborar um plano Municipal de Eficiência Energética e criar uma plataforma que envolva empresas, formação profissional e educação “com vista à qualificação dos munícipes”.

“São ideias com algumas soluções simples de implementar”, disse aos jornalistas o candidato que “já está a trabalhar” na “recolha de informações e dos problemas” dos sinienses.

A candidatura do Bloco de Esquerda, em Sines, vai incidir igualmente na luta contra a exploração de petróleo.

“É uma ameaça que destrói territórios, mares, rios e a atmosfera, Sabemos que com essa exploração as populações não ganham nem trabalho, nem saúde. Setores como a pesca e o turismo estão ameaçados e por isso opomo-nos claramente a esta exploração”, garantiu Vítor Pereira.

Para já o Bloco de Esquerda diz, sem se comprometer, que “há uma possibilidade” de apresentar candidaturas às assembleias de freguesia de Sines e Porto Covo.

A apresentação dos candidatos, que serviu também para inaugurar a sede da candidatura, na rua Marquês de Pombal, contou com a participação da deputada do Bloco de Esquerda, Joana Mortágua.

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