Somos Todos Montijo

Opinião
Ricardo Bernardes

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Jurista, Presidente Concelhio da Juventude Socialista-Montijo
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No passado dia 12 de julho Nuno Canta apresentou a sua recandidatura a Presidente da Câmara Municipal do Montijo, nas listas do Partido Socialista, sob o lema «Somos Todos Montijo».

A escolha deste lema reveste-se de todo o significado: não se trata de procurar um slogan sonante, capaz de ficar na memória das pessoas. Ao contrário, esta é uma ideia bem prática, que não só sintetiza os propósitos do PS para o próximo mandato, como ilustra, de forma impressiva, aquela que é e tem sido a visão política do partido, nos últimos vinte anos de governação da nossa terra.

Com efeito, o Montijo é hoje uma cidade inclusiva e solidária, onde todas as pessoas se sentem integradas e não existe segregação – o que se comprova, desde logo, pelo modelo de urbanismo que tem sido seguido e que permitiu que o crescimento registado com a construção da Ponte Vasco da Gama, não fosse um crescimento caótico ou desregrado. Um modelo de «urbanismo inclusivo» que rejeita os condomínios privados, e não separa, nem segrega as pessoas, garantindo que os prédios de habitação social não ficam isolados na periferia da cidade e que o espaço é ocupado de forma equilibrada, articulando as construções habitadas por população mais carenciada, com outras detidas por população com maior poder de compra.

De resto, não é por acaso que o Montijo continua a ser uma cidade segura. O combate à criminalidade e à violência, mais do que através de medidas “patológicas” e a posteriori – como o reforço do policiamento ou a alteração da legislação penal – faz-se através de respostas preventivas e dissuasoras, que previnam a conflitualidade. E um modelo de urbanismo inclusivo, como o que é seguido no Montijo, é certamente uma das mais eficazes.

Por outro lado, uma cidade inclusiva é também uma cidade que promove o espírito de pertença das pessoas à comunidade, incluindo os que chegam de novo e reforçando os laços entre os que nasceram e sempre viveram entre nós. Nesse domínio, é fundamental apoiar as tradições do Montijo e a atividade das coletividades locais – designadamente nos domínios da cultura e do desporto – e cuidar do espaço público e dos equipamentos de utilização coletiva, particularmente dos destinados ao lazer.

É por isso que o Executivo Municipal do PS investiu nas Festas Populares tradicionais do nosso concelho – com destaque para as Festas de São Pedro, que cresceram nos últimos anos e são cada vez mais procuradas –, mas também em novos eventos como a Feira Quinhentista ou o «Montijo – Lugar de Encontros». É por isso também que apoiou o trabalho das instituições locais ou procurou ajudar a dinamizar o comércio local, também ele um esteio fundamental da nossa identidade coletiva, p. ex., através de iniciativas como o «Anim’art». É por isso ainda que, nos últimos quatros anos, se multiplicaram as intervenções em espaços e equipamentos públicos, como parques e jardins infantis ou o Mercado Municipal, cujas obras de reabilitação foram inauguradas neste mandato.

Com a construção do Novo Aeroporto, a nossa terra recupera o seu papel histórico de ponto de encontro de pessoas e elo de ligação a Lisboa. Mas o possível novo surto de crescimento populacional confronta-nos com o desafio de manter tudo o que conquistámos em matéria de urbanismo, segurança e qualidade de vida. Como há vinte anos aconteceu com a Ponte Vasco da Gama, é preciso que esse crescimento seja planeado e gerido de forma cuidadosa, para que o Montijo continue a ser uma cidade inclusiva e solidária, com identidade própria e capaz de integrar todas as pessoas.

E hoje, como no passado, o Partido Socialista é o único que elege esses temas como prioritários e tem candidatos e projetos à altura desses desafios. Porque com o Partido Socialista somos e seremos sempre Todos Montijo.

 

2 comments

  1. Como comenta, o articulista a expressão que Nuno Canta utilizou para o vereador comunista “o senhor não é de cá, vá lá para a sua terra!”.
    Por outro lado em questões de segurança como argumenta a vandalização do busto de Santos Dumond?

  2. Há muito mais no urbanismo para além dos condomínios privados. Uma cidade que cresceu sem uma rede de transportes públicos eficaz que permita ligar os diversos bairros da cidade será sempre uma cidade desarticulada. Não se pode falar de urbanismo inclusivo se as pessoas ficarem dependentes da viatura particular para se deslocarem na cidade. No fim de contas, é uma forma indirecta de segregação.

    Espremido o texto do autor sobram duas ideias para a integração social: não aos condomínios privados e vivam as festas. Parece-me pouco e revelador da falta de ideias.

    Saliento ainda a falta de rigor, para não lhe chamar desonestidade intelectual, do autor do artigo a qual se revela, pelo menos, em três pontos: 1) o novo aeroporto se for construído será no Campo de Tiro, a opção da BA6, preferida pelo PS-Montijo, é apenas um terminal; 2) A inauguração do mercado municipal, como obra deste mandato, esquecendo-se o articulista que a mesma fora prometida há cerca de 15 anos, quando era vereador das obras públicas o sr. Nuno Canta; 3) Diz o autor: “para que o Montijo continue a ser uma cidade inclusiva e solidária, com identidade própria e capaz de integrar todas as pessoas.”, e escrevendo isto, manifesta o seu apoio um candidato xenófobo? Um candidato conhecido por declarar: “Você não é de cá. Volte para a sua terra”.

    Por outro lado, pergunto-me se, ao apontar a recuperação do mercado municipal como obra símbolo do mandato, o autor não está implicitamente a reconhecer que pouco ou nada se fez? Afinal, no artigo há outras críticas implícitas à gestão dos últimos 20 anos, por exemplo: “Com a construção do Novo Aeroporto a nossa terra recupera o seu papel histórico de ponto de encontro de pessoas e elo de ligação a Lisboa”. Se bem que esta frase parece retirada de uma tabela que circula por aí, há que colocar a questão:

    Então Montijo perdeu esse papel histórico e em 20 anos o PS nada fez para o recuperar? E está dependente que construam um novo terminal na BA6? Afinal onde andam as ideias?

    Para terminar e revelador da falta de ideias e de uma certa desonestidade intelectual já acima referida. O título “Somos todos Montijo”, slogan que será usado pelo PS-Montijo, foi usado numa moção contra as atitudes xenófobas do presidente Nuno Canta. A falta de ideias chega aqui. Até para o slogan de campanha recorrem ao plágio.

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