Autárquicas 2017 – dos tribalistas aos… “integra-listas”

Opinião

Não por crer, mas simplesmente por querer!


Não que tenha alguma animosidade ou qualquer questão mal resolvida e/ou pendente com alguma das listas (leia-se, para a Câmara Municipal, para a Assembleia Municipal e/ou para as Freguesias) ou com alguns dos inúmeros membros que as compõem.

Não que não tenha o maior respeito por todos aqueles que se envolvem, mobilizam e, tantas vezes, se “sacrificam” em nome da causa pública, no caso, da vida do seu concelho, da sua cidade, da sua freguesia, onde nasceram (ou não!), onde residem (ou não!) ou onde trabalham (ou não!).

Não que tenha algo contra quem, por vontade expressa, própria e completamente livre, se disponibiliza em nome de um partido (ou de uma coligação, seja ela real ou fictícia!), por vocação, por militância ou simpatia para fazer parte de uma lista (supostamente, de uma equipa ou de um grupo, no verdadeiro sentido sociológico do termo) – os ditos “tribalistas” ou membros de “tribo”!

Não que não tenha uma palavra de maior apreço e sentida gratidão por todas e por todos aqueles que trabalham nas autarquias, dia após dia, ano após ano, independentemente de quem os “governa” (aqui, entenda-se, no sentido estrito do planeamento, organização e gestão do trabalho desenvolvido na esfera do município, face à estrutura orgânica e ao modelo de organização e funcionamento dos respetivos serviços).

Todos estes supostos “considerandos”, eventuais declarações de interesse ou meras ”cautelas e caldos de galinha”, entenda-se conforme as conveniências, para manifestar, como cidadão, munícipe e eleitor alguma apreensão em relação à falta de prudência, mera incapacidade ou simples incompetência na escolha (partindo do princípio que é por opção e não por obrigação!) de alguns candidatos que integram as … respetivas listas.

Concretizando, e sem mais delongas, a formação de uma equipa, seja na política ou no desporto, implicará sempre (ou quase sempre) a escolha dos melhores ou, pelo menos, dos que estarão (ou demonstrem estar) em melhor forma, não se devendo enveredar pela justificação de que se optou (ou se viram forçados a optar!) por aqueles que estavam disponíveis, no seio da … respetiva tribo!

E este é o ponto que aqui quero frisar – essa tal disponibilidade manifesta e efetiva para integrar as listas (os chamados “integra-listas”) tem muito que se lhe diga!

Estão disponíveis porque o querer pesa mais que o crer? Ou vice-versa?

Estão disponíveis porque prevalece o querer participar (de forma ativa) num projeto?

Estão disponíveis por crer nesse mesmo projeto?

Estão disponíveis porque são obrigados por circunstâncias diversas (da tribo) a … querer?

Estão disponíveis porque não têm … querer? Ou porque há outro(s) a querer por eles (impera o querer da tribo!)?

Estão disponíveis em virtude de crer num ideal?

Estão disponíveis por crer … sem querer? Ou vice-versa?

Ciente de que a questão é transversal à esmagadora maioria dos 308 Municípios, respetivas Assembleias e Freguesias, para o caso concreto do Montijo, e porque o futuro não é necessariamente (já!) amanhã, estejamos todos, cada vez mais, crentes naquilo que queremos para o futuro e creio que mais, melhor e maior disponibilidade emergirá, em vários quadrantes (que não só das tribos oficiais e reinantes) da comunidade, querendo e crendo num Montijo que saiba preservar o(s) seu(s) Passado(s), honrar o(s) seu(s) Presente(s) e perspetivar o(s) seu(s) Futuro(s)!

Querendo deixá-lo escrito e crendo no dito escrito, aqui fica um grande Bem-Haja a todos os Montijenses!

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