SETÚBAL: Especialistas defendem aposta na Oftalmologia e maior articulação entre especialidades e serviços médicos

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Encontro, que decorreu na Escola Superior de Saúde do Politécnico de Setúbal, reuniu alguns dos maiores especialistas nacionais e estrangeiros

A melhoria da saúde da vista em Portugal depende de melhor articulação entre as diversas especialidades médicas – a começar logo por melhor preparação dos médicos de clinica geral – e dos diferentes níveis do Serviço Nacional de Saúde – designadamente. Esta foi a principal ideia saída da primeira reunião de especialistas que Oftalmologia que decorreu este fim-de-semana em Setúbal.

No encontro, que teve lugar sexta-feira e sábado na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal (ESSIPS), e que trouxe à cidade sadina alguns dos mais conceituados especialistas oftalmológicos nacionais e estrangeiros, ficou patente também a necessidade da aposta em áreas como o curso de cataratas, a clínica de estrabismo, a abordagem holística da retinopatia diabética, e as patologias vasculares da retina.

A primeira reunião científica de oftalmologia de setúbal, presidida por David Martins, médico dos hospitais de São Bernardo e da Luz, de Setúbal, foi uma reunião “alargada a actores na saúde da visão, uma oportunidade para actualização, esclarecimento e discussão de temas de grande interesse para todos, em benefício dos doentes”, considerou o médico.

O encontro teve como presidente honorário, o professor Ferraz de Oliveira. “Uma personalidade de reconhecido mérito que tem dado um valioso contributo para a medicina e oftalmologia portuguesas, que foi além-fronteiras, tendo participado activamente na formação de oftalmologistas nos vários países africanos de língua oficial portuguesa, designadamente Moçambique, Cabo Verde e Guiné-Bissau”, salientou David Martins para quem Ferraz de Oliveira é um “missionário na causa da saúde”.

O evento contou também com a presença de quatro convidados estrangeiros, Barbara Parolini, Carlos Mateo, Érica Paulo, colaboradora do professor Eckardt, e Javier Hurtado, e de 39 oftalmologistas portugueses.

Segundo David Martins, a conferência procurou abordar temas muitos diversos, numa estratégia que resultou num encontro “abrangente” e numa visão que valoriza o trabalho multidisciplinar.

“A equipa de oftalmologia de um serviço moderno e, virado para o futuro, deve estimular uma aliança estreita da cooperação e da competição – entre todos os que nela se encontram envolvidos”, defende David Martins, acrescentando que “a articulação entre os centros de saúde e os serviços hospitalares apenas poderá evoluir através de um diálogo mais próximo e de um conhecimento mais profundo e pluridimensional acerca das patologias que deverão ser priorizadas”.

O especialista explica que a articulação entre serviços e especialidades foi “a motivação que nos levou a optar por temas que são abrangentes, no sentido de sensibilizar e alertar os nossos colegas de medicina geral e familiar, salientando como exemplos de particular interesse, o curso de cataratas, a clínica de estrabismo, a abordagem holística da retinopatia diabética, as patologias vasculares da retina”.

Alliete Martins

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