2013 – 2017 Quatro anos perdidos

Opinião
Pedro Vieira

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Vereador do PPD/PSD Montijo
Pedro Vieira

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O atual mandato autárquico, protagonizado pelo presidente Nuno Canta,  é o período  mais negro para a democracia e de maior estagnação do concelho desde o 25 de Abril, muito além do pior mandato da CDU.

Em política,  ambicionamos, planeamos e construímos um projeto de prosperidade coletivo para o futuro mas atualmente no Montijo não existe um projeto político mas sim  a imposição de um projeto de ambição pessoal e de dimensão familiar.

No Montijo todos os dias presenciamos desigualdades, pois infelizmente a prosperidade continua a não chegar a grande parte dos nossos concidadãos, pela forma transviada como se exerce a democracia.

Subsistem problemas básicos saneamento e de qualidade da água que deveriam  estar resolvidos há décadas.

Bastará observar o exercício do mandato pelo atual Presidente, para se verificar que estão ainda longe de ser cumpridas as liberdades constitucionais atingidas:

– Quando se malbaratam recursos que deviam estar disponíveis para realizar acções ou projectos concretos, preferindo consumi-los em propagada inútil;

– Quando coloca grande parte dos meios da autarquia ao serviço da promoção da imagem do presidente, reproduzindo de forma exagerada a sua figura na comunicação municipal;

– Quando se nega, oculta ou dificulta o acesso a relevante documentação administrativa, tentando impedir a ação da oposição democraticamente eleita;

– Quando se serve da sua posição, enquanto presidente, impondo-se de forma sumária, atropelando a liberdade de expressão dos outros, interrompendo deliberadamente o seu oponente democrático;

– Quando discrimina quem não nasceu no Montijo, impondo ditatorialmente a sua visão do Montijo, um passado visto pelo olhar do seu sogro e um futuro que quer moldar à sua imagem;

A atual agenda populista tenta esconder a incapacidade do Presidente Nuno Canta para resolver os assuntos relevantes da sociedade do Montijo.

Nada se concretiza desde a mais básica limpeza das ruas e manutenção do espaço público, os problemas na educação, no acesso à saúde, nos transportes e mobilidade, as acessibilidades aos edifícios públicos, até ao planeamento do território (com a revisão do PDM sempre adiada), ou quando se descura a proteção civil, não se realizando reuniões trimestrais do conselho municipal nem simulacros nas escolas (obrigatórios).

Deixa-se ao abandono a população das freguesias rurais, que não têm acesso aos serviços municipais de proximidade, vendo-se obrigadas a tratar tudo na sede do concelho.

No Montijo tudo se resume à concretização de cenários de fundo que só servem para as fotografias que o senhor Presidente quer tirar.

Todos presenciamos o transtorno e a pressa em fazer mais dois ou três cenários até ao final do mandato, mas sem preocupação na qualidade do que se faz…só têm de durar uns meses.

Bastará passar por algumas obras de má memória do mandato, o Museu do Pescador sempre fechado e o Mercado Municipal abandonado à sua sorte… ou a pintura mural a descamar no Largo Gomes Feire de Andrade (que custou mais de 15.000 euros) para perceber o futuro do Montijo estará sempre adiado.

Surgem novamente cartazes pagos pelo erário público a anunciar obras que nunca se vão concretizar, de má memória de outras eleições autárquicas.

O único interesse do exercício do Poder no Montijo  é a manutenção de quem o detém, o senhor presidente, a sua mulher, o seu sogro, em benefício de si próprio e de quem o sustente, de costas voltadas para a sociedade.

Este poder populista é o maior impedimento ao nosso progresso e prosperidade. De tudo se serve – até o aeroporto complementar que ontem recusava e não podia ser na BA.6, é hoje vendido como um projeto que sempre abraçou … A mais pura demagogia! Como se o aeroporto pudesse ser a solução milagrosa para os nossos problemas!

De facto não existem milagres se no Montijo continuar a imperar o nepotismo, o compadrio e a xenofobia dos atuais protagonistas!

É necessário trilharmos juntos, pelo Montijo, esse caminho de viragem e mudança, para aprofundar o nosso espaço de cidadania e de desenvolvimento comum, afastando a fação populista de Nuno Canta, que só existe, porque está agarrada ao poder. Não vamos desperdiçar mais 4 anos!

É possível ambicionar Mais e Melhor Montijo!

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