Glórias do Benfica surpreendem jovens craques da AD Samouquense [VÍDEOS]

Desporto Desporto B Local

Os putos desta nova geração ficaram boquiabertos quando viram pela TV que estavam na presença de quatro históricos futebolistas nacionais: Carlos Manuel, Diamantino, Nunes e Frederico

No dia em que Carlos Manuel, Diamantino, Frederico e Nunes vestiram a “camisola alvinegra” da Associação Desportiva Samouquense (ADS) e foram apresentados aos jovens craques do clube, aconteceu magia. O sonho de todos e cada um deles (leia-se, dos putos) em poderem um dia brilhar sobre o verde da relva para deleite de multidões – como brilhou o quarteto de antigos internacionais A que se destacou, sobretudo, ao serviço do Benfica – ganhou, certamente, nova forma e um colorido mais vivo.

Eles sabiam ao que iam, mas estavam longe de imaginar a dimensão da surpresa que os aguardava. Hoje, logo pela manhã, era dia de festa de final de época para os escalões de formação, de jogo de confraternização entre pais e filhos, de porco no espeto e muita animação. Disso, eles sabiam. Desconheciam é que daqui por uns anos poderiam contar aos seus próprios filhos que, em tenra idade, tiveram o privilégio de receber o apoio de três antigos futebolistas de primeira água. Souberam-no por vídeos que lhes foram mostrados no ecrã de uma TV instalada para o efeito, antes de se equiparem para o jogo. E até tiveram o privilégio de defrontar um deles – perante o olhar atento de Carlos Manuel, Frederico e Diamantino, todos a contas com problemas físicos.

Nunes, o único dos quatro que se apresentou sem limitações, foi quem pôde dar o corpo ao manifesto, alinhando pela formação dos pais, mas teve a veleidade de seguir as recomendações de Carlos Manuel e Diamantino para mover marcação apertada ao camisola 6 da ADS, o endiabrado João (Tsubasa) de apenas cinco anos, e… foi um pesadelo. O pequenote teve contributo decisivo logo no golo inaugural da partida e Nunes, pouco depois, viu-se obrigado a abandonar as quatro linhas do Campo Municipal da Quinta da Praia, no Samouco, a contas com um problema muscular.

Na bancada, os pais dos atletas vibravam; lá em baixo, junto à linha lateral do pelado, Carlos Manuel e Diamantino não poupavam Nunes. Era geral, o espírito de camaradagem e o incentivo aos putos, sobretudo ao mais pequenote de todos, o tal 6 que, a brincar, a brincar, “fez Nunes num oito”, oferecendo no final do encontro a camisola à “massa adepta”.

Entretanto, à margem das incidências na partida, Carlos Manuel deixava um desabafo: “Isto já não se usa, isto já merecia um [piso] sintético como existe na Moita.”

Fora do rectângulo de jogo, o desafio era outro: ultimar os preparativos para o almoço, com as mães a forrarem as mesas e um duo de especialistas a tratar do porco no espeto.

Entretanto soava o apito final, com o resultado a sorrir ao grupo dos pais, por 3-2, e a exibição dos jovens a justificar desforra… Era hora de recolher aos balneários, para se seguir uma refeição avessa a dietas, que juntou pais, filhos, técnicos, directores, autarcas locais e quatro expoentes máximos do futebol nacional a que ainda se haveria de juntar um outro, Oliveira, antigo central que também militou no Benfica, sem esquecer Teixirinha e António Jorge.

A festa foi total, porque o fenómeno do futebol também tem destas (boas) coisas.

Deixe uma resposta