Façam barulho… vêm aí os KLÁSSICOS [Vídeo]

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Actuam no Fest’Asso na próxima quarta-feira. Mário Sereno e David Sousa, dois dos elementos que compõem esta que é uma das melhores bandas de “covers” do País, revelam, em entrevista, o carinho que o grupo nutre pelo público sadino. E muito mais…

Dão pelo nome de Klássicos. São quatro, formam uma banda mas consideram-se mais como “uma família”. Têm fortes ligações à região e são presença assídua no Fest’Asso, que arranca já este sábado em Setúbal, onde irão actuar no próximo dia 28. Mas também têm lugar “cativo” noutros locais, como no Hard Rock Café Lisboa. É o preço da qualidade. Estão entre os melhores dos melhores naquilo que sabem fazer como poucos neste País: dar espectáculo, reacendendo memórias com a interpretação de temas musicais que se tornaram verdadeiros “klássicos”.

Mário Sereno (voz), alfacinha de gema mas que residiu durante anos na Amora e na Cruz de Pau, Rodrigo Santos (baixo), residente na Charneca de Caparica, David Sousa (guitarra), montijense, e David Sequeira (bateria), alcochetano, são os elementos que compõem “a família” dos Klássicos.

DIÁRIO DA REGIÃO – Como nasceu a banda?

DAVID SOUSA – A banda nasce em 2009, foi uma ideia do Mário e do Rodrigo, com intuito de tocar só clássicos do rock, desde os anos 60 até aos 90 [do século passado] , daí a banda ter ficado com o nome de Klássicos.

MÁRIO SERENO – Mais tarde, teve alterações na formação. Entrou o David Sousa para a guitarra, e com ele trouxe alterações ao som inicial que a banda tinha. É um puto prodígio do Montijo. Há dois anos, entrou para a banda o David Sequeira, um super-baterista que trouxe melhorias substanciais e, mais do que isso, ajudou a consolidar o ambiente familiar que já se vivia na banda. Com a entrada do Sequeira, ficou completa a família Klássicos, que é como gostamos de nos tratar uns aos outros

DR – Como se definem enquanto banda?

MS – Não nos vemos como uma banda no sentido tradicional da palavra, mais que tudo, somos uma família que, como todas as famílias, de vez em quando tem os seus arrufos e discussões, mas no final remamos todos no mesmo sentido. Mais importante do que tudo – e acho que é isso que nos distingue – é fazermos aquilo que gostamos e isso nota-se em palco, porque temos uma interacção muito particular, que não se vê em muitos outros projectos de “covers”.

DR – Qual o trajecto, em termos de actuações, que têm vindo a seguir?

MS – Seguimos o circuito tradicional de bares de música ao vivo. Temos locais fixos, onde actuamos todos os meses, como por exemplo o Cabana Beach Bar, na Fonte da Telha, e o Heart of Rock, na Amora. Depois temos os bares onde tocamos mais esporadicamente. Fora do circuito de bares, actuamos em concentrações motards, festivais, como por exemplo o Fest’Asso, festas de empresas, festas municipais, entre outros.

DR – Mas têm uma particularidade…

MS – Sim. Temos um projecto paralelo aos Klássicos, que nos permite ser residentes no Hard Rock Café Lisboa. Estamos no Hard Rock todas as quartas-feiras com o projecto “Música à Lá Carte”, que basicamente é um projecto onde quem gostar de cantar pode experimentar fazê-lo acompanhado pela banda. Em vez de cantar no tradicional Karaoke, com um computador a tocar a música, o público pode cantar com a nossa banda. Temos uma lista com mais de uma centena de temas conhecidos, onde a pessoa escolhe um desses temas e vem ao palco cantar com a banda a acompanhá-la. É um projecto pioneiro em Portugal, que já vemos ser copiado em muitos outros sítios…

DR – Têm na memória alguns momentos marcantes, fruto de actuações?

DS – Tentamos abordar todo o trabalho da mesma forma, seja feito para 10 ou para 10 mil pessoas, pelo que todas as actuações nos marcam de alguma forma. As pessoas que nos seguem, sabem que uma das nossas características é fazer o mesmo trabalho, independentemente do número de público a assistir, e para isso muito contribui o Mário, que é um dos melhores “entertainers” do País, pois não é fácil gerir um espectáculo com 10 pessoas a assistir, onde algumas delas já não estão propriamente no seu estado normal.

DR- Têm sido presença assídua no Fest’Asso. Este ano lá vão estar novamente. Conquistaram organização e público desde a primeira hora?

DS – Sim, este é o terceiro ano consecutivo. Isto foi uma relação de amor à primeira vista, fomos contactados pela primeira vez por telefone, depois de termos ido à TVI, ao programa da manhã “Você na TV”. Na primeira vez que fomos tocar ao Fest’Asso, fomos recebidos pela organização, equipa técnica e pelos responsáveis de todas as freguesias presentes como se fôssemos da família. Isso para nós tem um valor incalculável.

MS – A partir desse momento, criámos esta bonita relação que já dura há três anos e que esperamos que se prolongue por muitos mais. Vamos subir ao palco, no próximo dia 28, quarta-feira, e esperamos que seja uma noite brutal, como só o público de Setúbal sabe proporcionar.

DR – Qual o principal objectivo da banda num futuro próximo?

MS – Continuar a fazer o que temos feito até aqui, mas sempre com intuito de melhorar o nosso trabalho e de, obviamente, enchermos a nossa agenda com datas de norte a sul a do País.

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