Terminal: Meia centena de participações em período marcado pelo impacto na Avenida da Praia

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O período de discussão pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do terminal de contentores no Barreiro já terminou, com autarcas e forças políticas a recusarem que a infraestrutura prejudique a marginal do concelho.

Na página na internet em que esteve disponível a consulta pública do EIA, foram registadas mais de meia centena de participações, num período que ficou marcado pelo impacto do terminal na marginal.

As autarquias e partidos políticos assumiram posições durante este período em defesa da marginal do concelho, depois de várias imagens disponíveis no estudo mostrarem a implementação do terminal no território, em que é possível ver a expansão para a zona da avenida Bento Gonçalves, conhecida como avenida da Praia, a marginal no centro da cidade, afectando a sua vista sobre o rio e sobre Lisboa.

A autarquia defende que a primeira fase do terminal, com um cais de 796 metros, vá até ao início da avenida, na zona do Clube de Vela do Barreiro, e que a segunda fase, que prevê um aumento do cais para cerca de 1.500 metros, se faça para nascente e não em direcção à avenida.

O Estudo de Impacte Ambiental (EIA) do novo terminal de contentores do Barreiro defende um “balanço favorável à prossecução do projecto”, referindo que os impactes positivos “parecem contrabalançar os aspectos mais negativos”.

Entre os pontos positivos destacados pelo estudo estão os aspectos sociais e económicos, considerados “muito significativos” ao nível da criação de emprego e do reforço da capacidade do Porto de Lisboa.

Ao nível dos aspectos negativos, durante as fases de construção e exploração, os mais significativos identificaram-se na hidrodinâmica e regime sedimentar, no ordenamento do território e também nas questões paisagísticas, devido ao “grande destaque visual das estruturas portuárias e das actividades aí desenvolvidas”.

 

 

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