Greve na Amarsul mantém região sem recolha de ecopontos há três dias

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Esta sexta-feira cumpre-se segundo dia de greve e com adesão entre os 98 e os 100% no sector de recolha. Paralisação começou na quarta-feira e na quinta foi feriado. “Trabalhadores continuam firmes”, diz sindicato

O segundo dia de greve dos trabalhadores da Amarsul regista uma adesão entre os 98% e os 100% dos trabalhadores da área da recolha, não tendo saído nenhum camião para a rua nesta sexta-feira, revelou fonte sindical ao DIÁRIO DA REGIÃO.

A “greve continua com forte adesão” tendo o turno da noite registado uma paralisação de 98% e o turno da manhã, na recolha selectiva, atingido os 100%, disse esta manhã Joaquim Sousa, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local (STAL).

Segundo a mesma fonte, “não saiu nenhum carro para rua”, dos ecopontos de Setúbal, Palmela e Seixal, pelo que  não houve recolha de resíduos urbanos em nenhum dos oito municípios que detêm 49% do capital da empresa, afirmou na quarta-feira fonte sindical.

A paralisação atinge os municípios de Alcochete, Barreiro, Moita, Montijo, Palmela, Seixal, Sesimbra e Setúbal, todos os da Península de Setúbal com excepção de Almada.

Nos sectores de CVO  a adesão é de 100%, com serviços mínimos, e na triagem de 50%.

O sindicalista afirma que “a disposição dos trabalhadores continua firme na defesa do aumentos dos salários”.

Na quarta-feira, primeiro dia de grave, Joaquim Sousa já tinha dito que “a empresa sabe muito bem o que pretendemos e aquilo que estamos a pedir são migalhas quando comparado com os 6,8 milhões de euros que foram distribuídos pelos accionistas nos últimos dois anos”.

Os trabalhadores da Amarsul exigem aumentos salariais de 30 euros por cada trabalhador, mas a empresa oferece 21 euros para salários inferiores a 1.000 euros, 15 euros para trabalhadores com salários até 1.500 euros e 7,5 euros para os restantes.

A Amarsul já se afirmou surpreendida com a paralisação, tal como a Valorsul, na qual foram marcados os mesmos dois dias de greve.

As empresas referiram que decidiram aumentar os salários com efeitos retroactivos a Janeiro, privilegiando os trabalhadores com remunerações mais baixas.

Em Julho de 2015, a Amarsul e a Valorsul passaram a integrar o grupo Mota-Engil, por via da compra da Empresa Geral de Fomento (EGF), detentora de 51% do capital social da Amarsul.

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