Equipas europeias treinam na região respostas em cenário de catástrofe [FOTOS]

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Um terramoto de 7,2 na escala de Richter e as consequências que causou foi a ocorrência recriada para treinar várias equipas europeias de resposta a cenários de catástrofe, numa iniciativa organizada pela GNR e que está a decorrer na região.

A GNR, numa parceria com a empresa FALCK, está a organizar esta semana, nas zonas do Seixal e Barreiro, no distrito de Setúbal, o exercício “USAR MODEX 5”, enquadrado na cooperação europeia de resposta internacional a uma catástrofe.

“A ideia é treinar várias equipas europeias e recriámos o espaço para isso. O que simulámos foi um sismo, com a queda de vários edifícios, e as equipas vão proceder a vários salvamentos. Pretendemos recriar todo o mecanismo desde o início, a fase do alerta, com o pedido de ajuda internacional e a chegada do pedido ao nosso país”, disse o major Marco Marques, comandante do Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR.

O terramoto simulado causou também um tsunami e as principais infraestruturas, como água, gás, electricidade e telecomunicações foram afectadas, o que levou as forças locais a solicitarem um pedido de ajuda internacional.

“Temos elementos da Áustria, Estónia e Hungria que vão para os locais afectados. É montado uma base de operações e as condições para que possam trabalhar, como o hospital de campanha. É importante que estas forças interajam entre elas e que em conjunto procurem soluções, é também importante treinar a coordenação e comando destas operações no terreno e numa base recuada”, explicou.

A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, efectuou hoje, 14, uma visita aos vários locais onde decorreu o exercício, desde a zona onde colapsou uma fábrica, à base de operações e depois ao Centro de Capacitação da GNR, onde também decorria o exercício.

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Um dos cenários do exercício, que envolveu cerca de 300 pessoas, era o colapso de uma fábrica, que foi efectuado no parque da Baía do Tejo, no Barreiro, tendo sido um dos que mais dificuldades criou às várias equipas.

“Tínhamos uma fábrica que foi colapsada para o exercício e que foi a zona mais difícil, com 23 vitimas em vários pontos, uns mais fáceis e outros de mais difícil acesso. O calor que se tem sentido também afectou bastante, porque muitos deles não estão habituados a estas temperaturas”, afirmou.

A base de operações estava localizada em Coina, enquanto o outro cenário recriado de intervenção se situava no Centro de Capacitação da GNR, que foi hoje inaugurado pela ministra, que recusou prestar declarações aos jornalistas.

“Este é o princípio do que vai centro de exercícios da GNR. Foi construído de raiz para este fim e vai ser utilizado por equipas que queiram treinar, nacionais ou estrangeiras. Vamos construir vários espaços para treinar as forças especiais e outras valências da GNR”, explicou o major Marco Marques.

Sobre um caso semelhante ao que ocorreu hoje em Londres, o major Marco Marques explicou que a resposta é dada pelas forças do país, mas que pode ser solicitada ajuda em caso de necessidade.

“O que estamos a recriar é quando as forças do país já não tem capacidade para responder à catástrofe. No caso de Londres, se o país não conseguisse responder, alertaria o mecanismo europeu de protecção civil e este ia destacar de imediato equipas para o local”, concluiu.

 

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