Ministro da Saúde garante mais 70 Centros de Saúde até ao fim da legislatura

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O novo edifício do Centro de Saúde de Sines foi inaugurado esta quinta-feira pelo Ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes. Um investimento de dois milhões de euros que demorou 40 anos a ser concretizado.

 

O Ministro da Saúde anunciou, esta quinta-feira, que o Governo vai lançar um concurso para a colocação de mais 1200 médicos, dos quais 400 são médicos de família. Adalberto Campos Fernandes falava durante a inauguração do novo Centro de Saúde de Sines, um investimento de dois milhões de euros, onde faltam cerca de três médicos no quadro.

De acordo com o governante, para que equipamentos deste género funcionem em pleno são necessários incentivos remuneratórios que permitam a fixação de médicos.

Para determinadas regiões e tipo de unidades, como é o caso de Sines, estes médicos de família podem ter incentivos para se fixarem na região. É a primeira vez que isto acontece, são 40% de acréscimo na remuneração e acreditamos que novas instalações, novos equipamentos e melhores condições de trabalho resolvam, em cerca de três anos, este problema crónico de fixação de profissionais de saúde nesta região”, afirmou Adalberto Campos Fernandes que conta com o “efeito dos incentivos” para superar os níveis da colocação de médicos do ano passado.

Este ano vai ser o maior número de colocação de médicos de que há memória. Temos vindo a aumentar a formação de especialistas e há um momento em que, em Lisboa e no Porto, deixam de existir vagas e acabam por haver outras opções de vida”, acrescentou o tutelar da pasta que garantiu o apoio a todos os profissionais que escolherem o Litoral Alentejano para se fixarem. “Todos os que o Litoral Alentejano precisar terão o nosso apoio”.

Para o ministro, o novo equipamento que vai servir uma população de 15 mil habitantes sinaliza o investimento que o Governo está a efetuar no Serviço Nacional de Saúde.

Até ao fim da legislatura teremos, em Portugal, mais 70 novos Centros de Saúde e isto significa também uma aposta diferente no SNS que é mais orientado para a proximidade, para as comunidades locais, para os cuidados de saúde primários, menos hospital e mais médicos e enfermeiros”, explicou.

Na região do Litoral Alentejano, além das extensões do Torrão, em Alcácer do Sal e Alvalade do Sado, o futuro Centro de Saúde de Santiago do Cacém, é a prioridade do Ministério da Saúde. 

“O presidente da ULSLA fica com a obrigação de fazer a nova unidade de Santiago do Cacém até 2019”, desafiou o governante que no âmbito da descentralização de competências, em discussão na Assembleia da República, elogiou a “excelente cooperação com as autarquias”.

Vamos fazer melhor e mais depressa se tivermos o envolvimento fortíssimo das autarquias em quadros de cooperação, acordos e protocolos mas tenho a certeza que, em todo o território, corre melhor quando está envolvida a parceria do Estado central com o poder local”, concluiu.

Instalado num terreno cedido pela Câmara Municipal de Sines, o novo centro de saúde tem uma área de 1200 metros quadrados e conta com dois pisos, cada um com capacidade para uma Unidade de Saúde Familiar, com cinco equipas constituídas por um médico de família.

Está equipado com gabinetes de saúde oral, de fisioterapia, saúde pública e vacinação, além de espaços complementares e salas de espera.

Para o presidente da Câmara de Sines, trata-se de “uma obra notável” há muito “ansiada pela população” e a “mais importante que se realizou em Sines nas últimas décadas”.

Em declarações aos jornalistas, o edil sublinhou as parcerias existentes entre a autarquia, o Estado e a Administração Regional de Saúde do Alentejo que, apesar de se arrastarem no tempo, são para manter.

A câmara disponibilizou o terreno, apesar de vicissitudes várias, o projeto avançou. Em 2014, a obra teve inicio, não foi concluída como esperaríamos nos 14 meses previstos no caderno de encargos mas é um facto que estamos a inaugurar o novo centro de saúde e tudo o resto deve ser analisado pelas entidades que tutelam esta área”.

O município vai continuar a apoiar a saúde não só no apoio à instalação de médicos cubanos no nosso concelho como através de iniciativas conjuntas que vão ser realizadas ao longos dos anos”, acrescentou o presidente da Câmara de Sines que, nos últimos 28 anos, suportou as rendas do antigo edifício do centro de saúde em mais de meio milhão de euros.

A funcionar desde a passada terça-feira, no novo edifício já estão em funcionamento serviços de consultas, análises, vacinação e a sala de tratamentos.

De acordo com o presidente da Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano, trata-se de um equipamento “evolutivo” que está preparado para os próximos 50 anos. “O que aqui temos é satisfatório para todos mas é preciso reforçar o serviço prestado para chegarmos ao bom”, salientou Luís Matias que assumiu o compromisso de melhorar o índice de desempenho da nova unidade de saúde.

O Centro de Saúde de Sines está integrado na Unidade Local de Saúde do Litoral Alentejano (ULSLA), que abrange também os centros de saúde de Alcácer do Sal, Grândola, Santiago do Cacém e Odemira e o Hospital do Litoral Alentejano.

Na deslocação ao Litoral Alentejano, o ministro da saúde assistiu ainda à reabertura da unidade de internamento dos cuidados paliativos do Hospital do Litoral Alentejano que foi relocalizada. As novas instalações permitem, no futuro, instalar uma unidade de dor e um hospital de dia do serviço de oncologia.

Helga Nobre

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