Fernando Paulino promete taxa mínima de IMI e referendo sobre a Feira de Sant’Iago [VÍDEO]

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Na apresentação da candidatura, o cabeça-de-lista socialista lançou várias ideias para uma Setúbal mais justa, mais solidária e com mais emprego

O candidato do PS à Câmara Municipal de Setúbal garante que se vencer as eleições autárquicas de dia 1 de Outubro, o concelho vai passar da taxa máxima de IMI para a taxa mínima, de forma progressiva e no prazo dos quatro anos de mandato.

O compromisso foi apresentado por Fernando Paulino, na apresentação dos cabeças-de-lista do PS aos órgãos autárquicos de Setúbal, na sexta-feira passada, junto ao coreto, na Avenida Luísa Todi, perante uma assistência de cerca de duas centenas de pessoas que incluiu dirigentes nacionais, como a secretária-geral adjunta Ana catarina Mendes, e os membros do Governo, Eduardo Cabrita e Mourinho Félix, além dos líderes distrital, António Mendes, e local, Paulo Lopes.

O candidato socialista à câmara sadina disse concorrer “para ganhar”, convicto de que “está na altura de mudar” e de iniciar-se um novo ciclo no concelho. “Está na altura de iniciar um novo ciclo político em Setúbal. Está na altura da afirmação de uma geração de políticos que coloquem as pessoas primeiro, que coloquem os setubalenses e os azeitonenses no centro de toda a sua acção governativa.”, afirmou.

O candidato do PS apresentou ideias para construir uma Setúbal melhor, que aproxime os eleitos dos eleitores, que crie mais emprego e seja mais solidária.

Um orçamento participativo, para dar às pessoas “poder efectivo de decisão politica”, a introdução de referendos locais, sobre os assuntos de maior relevância para o concelho – a começar pelo referendo sobre a Feira de Sant’Iago, para que sejam os setubalenses e os azeitonenses, com o seu voto, a decidirem a localização da feira – e a redução para metade das dividas do município aos fornecedores até ao final do mandato, são algumas das propostas concretas apresentadas por Fernando Paulino.

A introdução do Serviço de Pequeno-Almoço Escolar em todas as escolas do ensino básico, inclusive nos períodos de férias, para que “todas as nossas crianças tenham direito a refeições completas e equilibradas”, é outra ideia do candidato, que, com a sua experiência de mais de 20 anos na área do apoio social, propõe ainda a criação de um Balcão Municipal Itinerante, para apoio aos cidadãos, levando os serviços públicos municipais básicos e rastreios de saúde gratuitos à porta das pessoas.

Quanto à fiscalidade municipal, e para uma “Setúbal justa”, Fernando Paulino compromete-se com a redução do IMI da taxa máxima para a taxa mínima em quatro anos.

“Em política há e haverá sempre alternativa e os setubalenses sabem disso, porque o PS já o provou no Governo e vai agora provar na Câmara Municipal de Setúbal que há alternativa à cobrança das taxas máximas das taxas e dos impostos.

Connosco os setubalenses contam com uma devolução de IRS e com uma redução do IMI de 0,5% a cada ano, passando, assim, gradualmente, da actual taxa máxima para a taxa mínima, no último ano do mandato.”, assegurou.

Candidato à Assembleia Municipal responde a Dores Meira

Vítor Ferreira, cabeça-de-lista à Assembleia Municipal, numa resposta á afirmação de Maria das Dores Meira – que recentemente pediu reforço de votos para ‘calar algumas vozes vazias de sentido’ – assumiu que o PS também quer conquistar mais mandatos nas próximas eleições.

“Queremos mais mandatos, não ‘para calar certas vozes’ – como alguns lá vão dizendo do alto da sua arrogância, própria de quem se ilude confundindo maioria com prepotência – mas precisamente para que nem uma só voz se cale, porque Setúbal é de todos”, sublinhou.

Ana Catarina Mendes, secretária-geral adjunta do PS, disse sentir um “orgulho muito grande após 18 meses de Governo PS”, destacando que a acção governativa não afastou o partido da sua identidade nem da sua agenda.

“Foi o PS que disse que se fosse governo iria repor os rendimentos”, lembrou a dirigente nacional, concluindo que “a agenda que hoje permite que Portugal viva melhor é obra do PS”.

Catarina Mendes defendeu ainda que o Poder Local “precisa de dar o salto e aprofundar a democracia” e que a melhor forma de fazer estas duas coisas é aproveitar o processo de descentralização de competências para os municípios que o ministro Eduardo Cabrita está a concretizar.

“É possível acreditar que, daqui a quatro meses, estamos a festejar uma grande vitória em setúbal, porque o PS merece, pelos resultados da Governação”, concluiu.

Já o presidente da Federação Distrital, António Mendes, que começou por dizer que “Setúbal precisa de um presidente de Câmara que seja de Setúbal”, defendeu o combate à abstenção porque, no distrito de Setúbal, as pessoas estão “divorciadas” das democracia local, participando menos nas eleições autárquicas do que nas legislativas.

“É o PCP, que aqui concorre como CDU, que tem interesse na abstenção, para manter o poder”, afirmou António Mendes, acrescentando que “o PS precisa de ter mais autarquias no distrito de Setúbal para acompanhar a acção transformadora do Governo”.

O mandatário da candidatura, o professor José Flórido Silva, apresentou o candidato Fernando Paulino como uma pessoa com “provas dadas como cidadão e nas causas públicas” e deixou uma alfinetada, dizendo que “depois da CDU e PCP, torna-se prudente pôr a câmara e juntas em mãos democráticas”.

 

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